terça-feira, 30 de outubro de 2012

As estampas de folhagens

Nunca curti muito estampas, porém as folhagens deste ano estão me ganhando. Acabei de comprar uma camisa em azul e cinza sobre fundo off white, que adorei.

 Da Gregory, 80% algodão e 20% poliamida, o que deu um leve brilho, 
bem discreto e charmoso, às folhinhas azuis.

Olhe só que delicadeza de detalhe esses botões bolinhas dourados:

E de aniversário ganhei esta outra, de folhagens em fundo verde/preto, com a estampa beeem tropical mesmo, essa que está fazendo sucesso entre as fashionistas:

Da MOB, em seda pura. E é muito mais linda ao vivo!

Engraçado como a moda nos direciona para gostar de coisas que não imaginávamos apreciar antes, não é? Não dá mesmo para falar "nunca" no mundo da moda.
Estampas? Estou amando!!!  ;)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Compramos sempre do mesmo?

Semana passada houve uma série de artigos de blogueiras comentando sobre consumo.
De tudo que foi escrito, o que mais me marcou foi a colocação do (f)utilidades de que as brasileiras compram, no mercado de luxo, exatamente os mesmos itens e modelos que outras brasileiras compraram, enquanto chinesas, indianas e russas entram nas lojas buscando as novidades, as edições limitadas, as coleções especiais.

Essa informação me incomodou, principalmente porque tudo indica que é acurada.

Por que isso aconteceria? 

Minha hipótese é que isso ocorre porque somente agora estamos tendo contato com as lojas de luxo. Há pouco tempo não havia nada além de lojas comuns em nossos shoppings, não se imaginava um local que tivesse Chanel, Burberry, Ferragamo, Dior, Gucci, etc., como temos hoje.


Acho que essa falta de intimidade com as marcas de luxo nos faz optar sempre pelos itens mais icônicos, mais característicos de cada marca, pois são esses itens que sempre apareceram mais na mídia e passaram a fazer parte do imaginário de luxo da brasileira.

Penso que quando estivermos há mais tempo em contato com essas grifes, também vamos nos interessar pelos itens diferentes, especiais -- até porque os itens que todas adquiriram vão passar a não ter mais tanto apelo fashion.

Acho que é só uma questão de tempo...

domingo, 28 de outubro de 2012

A moda dos lookbooks e as Entas

Está me acometendo um fenômeno estranho: ando intimidada de entrar nas lojas para comprar roupas.

Minha forma física não ajuda: 1,60m e algo além de 60 kg. Conclusão: todas as calças precisam de barras e todos os blazers precisam de ajuste na manga. Mas isso não seria nada, visto que a minha vida toda tive essa altura, já estou acostumada com esses percalços.

Detectei que o problema é maior que isso: as roupas andam sendo feitas para e expostas por modelos muito novas e muito magras. Eu olho a peça na revista, tenho vontade de comprar e em seguida tenho vergonha de pretender usar algo que foi pensado para alguém alto, magro e jovem, tudo que eu não sou.

Exemplo: a Animale. Adoro quase tudo que eles fazem, são peças diferentes, inspiradas. Mas já viram o lookbook?


Eu gostei de todos os itens que colei acima. E a coragem para tentar entrar numa roupa que foi pensada para alguém 20 cm mais alta e 20 kg mais magra que você?

Fico pensando que o estilista não quer que alguém como eu use suas peças, que não quer que suas criações sejam vistas em ninguém menos do que jovens de corpo perfeito.

Mas sabem de uma coisa, minhas amigas Entas? As mocinhas de corpo perfeito têm 18 anos e, na sua imensa maioria, não têm condições de bancar uma roupa da Animale.

Pensando mais sobre isso
Acho que um gráfico da condição física e do poder econômico versus idade deve ser mais ou menos assim:


Onde a linha azul representa a condição física (quão em forma estamos com a idade: o máximo quando jovens e declinando com o passar do tempo) e a linha vermelha representa o poder de compra ao longo da vida (mínimo quando se é jovem, ainda estudante ou no início da profissão, e aumentando à medida em que vamos crescendo na carreira e no volume de negócios).

Ok, é um gráfico totalmente empírico, acabei de inventá-lo e talvez vocês prefiram colocar a linha azul também como uma hipérbole, ao invés de uma reta. Mas deu para entender a ideia, não deu?

Conclusão óbvia: as lojas deveriam olhar para isso e mudar a forma de expor suas peças. Não seria mesmo ótimo? Mas enquanto isso não acontece nós temos que nos desvencilhar das imagens projetadas como ideais pelas marcas e investir no que nós mesmas queremos.

Portanto, após este post-desabafo informo que esta semana mesmo farei uma visita às minhas lojas-desejo e não terei mais vergonha de pedir as peças que estão lindamente colocadas em manequins esquálidos: afinal, quem mais além das poderosas entas podem comprar essas peças? :D

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sem inspiração

Fico chateada por não estar postando com frequência, porém estou numa fase de pouca inspiração. Tudo que penso em escrever me parece supérfluo, desinteressante.

Vou ficar uns tempos ausente, até surgir algo que valha a pena dizer, ok?

sábado, 13 de outubro de 2012

10 anos de Estilo

A revista Estilo de Vida (braço brasileiro da InStyle) está nas bancas com a edição de aniversário de uma década.
(não curti a capa do mês: não gosto do vestido, não gosto da atriz, do carão, nada. Mas enfim, a historinha aqui é sobre as primeiras edições da Estilo, então vamos lá...)


Aconteceu daquela primeira edição de Estilo de outubro de 2002 ser a publicação que me fez começar a olhar para o mundo da moda com simpatia.
Quando foi lançada, com a Carolina Ferraz na capa (sempre elegante, ela é praticamente sinônimo de estilo/Estilo), comprei a revista e me apaixonei pelo conteúdo e pelo formato inovador.

Durante uns dois-três anos fui absolutamente fiel, não perdendo nenhuma edição. Afinal, era a primeira publicação que não versava sobre os malfadados "10 passos para ...qualquer coisa..." típicos das revistas ditas "femininas".

O assunto era MODA, do início ao fim, com leves pinceladas de festas (sempre lindas), viagens, culinária, mas isso em doses homeopáticas. O recheio mesmo era de tudo que era moda, estilistas novos, os melhores sapatos, bolsas e acessórios, as roupas tendência e sempre em linguagem bem clara, de forma que as leigas pudessem entender e incorporar os conceitos e as formas de usá-los.

Para quem, como eu, não estava habituada com a linguagem fashion, era -- e ainda é, na minha opinião -- a revista ideal para entrada nesse mundo. Porque uma Vogue, uma Bazaar, não lhe ajudam a entender a moda de forma A+B: é tudo na base do conceito criativo, você precisa já ter uma bagagem para começar a gostar dessas edições.

E é por isso que hoje me espantei ao ver que já tem 10 anos da primeira Estilo, que foi praticamente minha "Cartilha" de Moda, com a qual aprendi as primeiras lições dessa área, e muito mais depois.

Por isso, Parabéns para a Estilo -- ótima porta de entrada fashion.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fat Cat Crafts

"The Purrfect Sewing Accessory"  :)

Fiquei apaixonada pelas almofadas de alfinetes de gatinhos gordos à venda no site da Etsy (clique aqui para ver todos).


Eu mesma não costuro, mas tenho que admitir que fiquei tentada a encomendar um para mim, só para ficar em cima da escrivaninha!

Demorei um tempão até me decidir por qual dos modelos iria presentear minha mãe. No final, optei por um bem feminino: a Rainha de Copas da 'Alice no País das Maravilhas'. Olhe ela aqui:


Não é fofíssima???

A entrega é um pouco lenta (uns 20-30 dias) porque cada peça é feita à mão após ser encomendada. O custo: US$20 + US$8,80 do frete.

Neste site (clique) tem a história da autora das almofadinhas de gatos, Kathleen Schmid, de Ohio EUA. Ela é super atenciosa, escreveu um email simpático quando recebeu o pedido e mandou dentro da caixinha (muito bem embalada, por sinal) um "Thank you! Kathleen" escrito de próprio punho. 

Achei um presente bem diferente e muito lindo, uma boa opção para agradar quem já tem tudo. ;)
#ficaadica

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Revista TPM

Vocês conhecem a TPM - revista Trip Para Mulheres?
É uma revista bárbara, foge completamente dos estereótipos de revista feminina, aquelas que falam todo mês de dieta, filhos, sexo, moda, psicologia e culinária, instruindo a leitora com seus "10 passos para ..." (coloque aqui qualquer coisa, desde se vestir bem, educar filhos, conseguir casamento, fazer bolo, emagrecer 15 quilos em dias, etc.).

A TPM é crítica, feminista, política. Mas não chata. Pelo contrário: as reportagens são sempre interessantes, em ângulos não óbvios.

Bom, tudo isso para comentar um artigo deles, o "Eu não visto 38. E daí?".
Nele li uma coisa estarrecedora com a qual não nos atentamos no dia a dia:

"De acordo com um levantamento da antropóloga norte-americana Jean Kilbourne, que analisa a imagem do corpo feminino na publicidade há mais de duas décadas, somos bombardeadas a cada semana por cerca de 3 mil anúncios publicitários que trazem modelos (mulheres ou homens) extremamente manipulados por programas de edição de imagem. Gente sem uma ruga, cicatriz ou imperfeição – além de serem quase sempre pessoas brancas e extremamente magras, cujo biotipo “small” (pequeno) diz respeito geneticamente a apenas 5% da população. Depois disso, como é que os outros 95% vão se sentir normais?"

Pessoal, somos bombardeados com 3 mil anúncios com modelos perfeitos por semana!!! Depois disso, é claro que quando você se olha no espelho dá insatisfação, como se só você estivesse "fora do padrão" da sociedade. E na realidade não é nada assim.

Com isso em mente, acho que o melhor a fazer é olhar mais ao redor e menos para os anúncios e editoriais de revistas. Podemos estar a anos luz dos modelos retratados (e photoshopados), mas acredito que estamos bem próximos ao visual de nossas amigas, nossos parentes, das pessoas que cruzam nosso caminho diariamente: ou seja, das pessoas reais.

Dá para viver mais leve com essa consciência, não dá?  :)
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Este mês as capas da TPM são da Luiza Brunet e sua filha Yasmin (você escolhe qual capa levar), com um Especial envelhecimento: juventude é virtude e velhice é defeito? Por que mulher fica velha e homem charmoso?


Nas bancas: TPM # 125 / Outubro 2012. Vou ler, com certeza. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

JK Iguatemi & Tory Burch

Hoje fui -- finalmente -- conhecer o Shopping JK Iguatemi. Sem dúvida, maravilhoso! Espaços amplos, corredores com iluminação natural, lojas lindas, ótimos restaurantes e doceiras.

O forte do shopping são as lojas de grifes, e o primeiro e segundo andares são praticamente tomados por elas. E é lá também que estão as tão faladas Sephora e Topshop, além de uma Zara bem montada e da Zara Home.

Mas não é esse o foco do post.
Fui à Tory Burch procurando a bolsa baú coloridíssima que havia visto na Revista Elle deste mês, meio florida e meio camuflada, bem verão.

Elle de outubro/2012, pág.186

Lá na loja as vendedoras estavam todas felizes contando que a própria designer Tory Burch havia visitado e espaço hoje pela manhã. E ansiosas porque à noite haveria desfile da coleção Resort 2013 da marca, no salão de Eventos do Shopping JK. A top Isabeli Fontana é quem iria abrir o show, que promete ser incrível.

Agenda Tory Burch: hoje no JK e amanhã no Iguatemi.

Devido à sua visita à São Paulo, há várias notícias sobre a Tory e sua loja do JK, e peguei emprestado destas duas fontes (leia aqui e aqui) as fotos deste post, pois elas têm tudo a ver com o que gostaria de mostrar hoje.

Tour pela loja:
Logo na entrada, à esquerda, espaço para bolsas e carteiras. Lindo!

Na foto parece um ambiente meio "perua", mas não é!  :)

Essa bolsa branca central é de crochet, acredita?

Esta clutch é um espetáculo! #desejando

Estampa bem tropical, coleção atual.

Não coloquei fotos de sapatos porque não olhei esse item com cuidado, mas há botas de cano curto e longo, sandálias e sapatos fechados.
E mais roupas, muitas roupas, bem bonitas!

Olha esse vestido!

Bem... E aí que a bolsa que eu queria era uma filha única. Olha ela lá no alto da prateleira da foto acima, me esperando! Viram que legal que ela e o vestido têm a mesma estampa?

Sobre o envoltório vermelho que veio da loja, num pacote super caprichado.

Normalmente opto por bolsas mais sisudas, é legal ter algo divertido no armário, não é? Estou satisfeita por tê-la comprado.  :)))

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Atualização pós desfile: fotos do Twitter via @voguebrasil e @bazaarbr
Só para termos um gostinho do desfile:


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Coquelux & Camila Klein

Já escrevi sobre a Coquelux antes (leia aqui): um site de compras por associação que dá descontos de até 80% sobre peças que ficam em promoção por poucos dias.
Tenho feito ótimas compras nele e a última chegou hoje: um jogo de pulseiras da Camila Klein, designer de bijuterias da qual sou fã.

São cinco pulseiras que misturam resina castanha com metal dourado e prateado. Acaba sendo uma peça super versátil pelo fato de ter os dois tons de metal juntos.


Gostei demais do conjunto, cor e textura ótimas para o verão que se aproxima.

Novamente tenho que comentar a mesma coisa: o ponto fraco da Coquelux é realmente a demora para entregar. Costuma levar um mês entre a compra e a entrega. No final você já até esqueceu o que tinha comprado e a chegada da caixa acaba sendo uma surpresa.  :D

Apesar disso, super recomendo o site pois normalmente os eventos são com marcas famosas e os descontos bem interessantes. Para quem gosta de comprar online é uma ótima pedida.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Elegância como qualidade física

O blog da Farfetch postou um artigo muito bom sobre o Estilo Parisiense. Leia aqui, vale a pena.

Depois da leitura, a frase do Karl Lagerfeld citada no artigo ficou ecoando em minha cabeça:

“Elegance is a physical quality. 
If a woman doesn't have it naked, she'll never have it clothed.” 

Bom... E quem é elegante quando nu? Na nossa cultura atual, só o corpo magro (bem magro).
Ou seja: com uma frase ele relega ao limbo uns 90% da população.
Ou, melhor dizendo, ele relega somente a porção feminina da população, pois sua frase especifica claramente "mulher".

Relato de quem já foi muito magra e agora está claramente acima do peso: realmente, não há nada melhor que um corpo magro para fazer uma roupa -- qualquer roupa -- cair bem. E como é difícil conseguir uma peça que lhe valorize quando existem quilos a mais!...

No entanto, nem todos podem e/ou querem ser magros e a moda deveria ser mais democrática.
Mas não é, e no dia a dia creio que a maioria das pessoas sofre para tentar se enquadrar nessa expectativa de sempre aparentar menos quilos do que se tem de verdade.

Estou relutando muito para escrever isto, mas não dá para evitar: ele tem razão. Gostaria que não fosse assim, e gostaria também que o padrão de beleza atual não fosse o "esquelético". Mas isso não muda o fato que HOJE, AQUI, ele tem razão.
Que péssimo...