terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejos de final de ano

Já prepararam as listas de intenções para o ano novo? Essa é uma tradição desta época e diz muito sobre o quanto a esperança é, realmente, uma força vital do ser humano.


Ninguém parece se importar que a virada de ano seja somente uma data arbitrária em um calendário arbitrário, e que efetivamente NADA muda ao passarmos de 31/dez para 01/jan.
Além disso, é comum ouvir o desejo de que o próximo ano seja melhor que o que está acabando.

Quando se é estudante os anos são mais marcados devido à escola e pelas trocas de séries. Assim fica fácil enxergar o novo ano, ele realmente traz algo diferente para sua vida: novos professores, nova classe, outros amigos em potencial.

Mas depois que você se forma, os anos se emendam e os dias são absolutamente iguais, estejamos em dezembro ou em janeiro. Por isso não participo muito desse ritual das listas, não enxergo a troca de ano do calendário como algo que fará com que algo mude em minha vida.

Aliado a isso, descobri recentemente que a frase "Que todos os seus desejos se realizem", que tanto proferimos nesta época, nada mais é que uma antiga maldição cigana. Faz sentido! Já leram 'A pata do macaco', de W.W.Jacobs (1902)? Li na adolescência e esse conto me perseguiu por anos…

Citando o Dalai Lama:
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Queridas entas, desejo sabedoria e critério para todas vocês em 2014.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Livro: Como ter uma vida normal sendo louca

Estou numa fase de livros leves e este foi um deles. Ainda bem que havia me informado sobre ele antes de ir comprá-lo, pois quando a livreira me direcionou para a estante de "Auto-ajuda" foi por pouco que não desisti da aquisição.


Veja só a 'resenha' da Saraiva para ele:
Em "Como ter uma vida normal sendo louca": a autoajuda definitiva para todas as mulheres, de todas as idades e em todas as situações, Camila Fremder e Jana Rosa presenteiam as leitoras com dicas sobre as mais diversas situações do dia a dia, desde como se livrar de pessoas chatas em aviões, parecer intelectual, mesmo sem ser, até como dizer a um amigo que ele fede. Além disso, ainda ensina como se comportar na festa do encontro da turma da escola depois de muitos anos passados da formatura. O livro é interessante da primeira à última página e apresenta uma visão muito bemhumorada de situações que poderiam constranger qualquer pessoa. O prefácio é de Gloria Kalil.

Gente, isso é resenha de quem não leu o livro, só "adivinhou" o que era pelo título!
O livro é engraçado ao máximo e as ditas 'sugestões' para resolver situações do cotidiano são, no mínimo, hilárias. As autoras foram muito felizes em pegar exemplos que ocorrem com todo mundo (como disfarçar que está gorda ou como escapar de um convite indesejado) e a partir daí criar soluções completamente caricatas para esses ditos problemas.

Se houvesse uma seção de "Comédia" nas prateleiras das livrarias, seria aí que o livro deveria ser colocado. Não é auto-ajuda -- é algo muito superior a isso! É divertimento a toda prova. Leia!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Livro: [manual prático de bons modos em livrarias]

Esse título enorme pertence a um livrinho pequeno muito bem diagramado e com lindas ilustrações aquareladas. Escrito por Lilian Dorea sob a alcunha de "Hillé Puonto", nome que ela já usa em seu site [manual prático de bons modos em livrarias], excelente blog que conta episódios cômicos ocorridos em livrarias.


Como grande apreciadora do blog fiquei com receio que o livro repetisse muito as histórias que já estão contadas online e é com alívio que digo que isso não ocorre.

Em sua Parte I ela dita as regras que devem ser observadas ao visitar uma livraria. Na Parte II conta os "Causos e delírios livrescos".  -- Aqui preciso fazer uma pausa: estava lendo de madrugada, na sala, e quando cheguei a este ponto as histórias são TÃO HILÁRIAS que me peguei gargalhando sem conseguir parar, apesar o medo de acordar a casa toda E os vizinhos!
Depois dessa parte incrível segue a III - Freguesia; IV - Curiosidades livrescas; e V - Serviço.

Li em uma noite e valeu muito! Engraçadíssimo, espirituoso, leve e instrutivo!
Nunca mais irei à Livraria sem o nome completo do volume que quero comprar.  ;D

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Livro: O inverno da nossa desconexão

Amei esse livro! A autora, Susan Maushart, passou exatos seis meses com sua casa totalmente desconectada de qualquer tela e aparelho eletrônico. Com três filhos adolescentes também participando (meio à contragosto) do que ela chama de "O Experimento", você pode imaginar o quanto de material ela reuniu para ser contado.


Além de narrar em forma de diário como foi O Experimento em sua casa, ela incluiu extensa pesquisa e citou estudos e livros com as mais diversas opiniões sobre mídia e adolescentes. Há muito material para quem quiser se aprofundar no tema.

O livro me fez parar e pensar o quanto perdemos tempo em mídias sociais. No meu caso, Twitter (digo essa porque não curto Facebook, MySpace, etc.). É raro, porém às vezes fico horas lendo os  tweets dos últimos dois dias, por exemplo, passando os olhos sobre coisas que, em 95% das vezes, não me interessa o click, só para depois pinçar aqui e ali alguns poucos itens vagamente intrigantes.
E depois me dei conta dos blogs, onde acontece uma coisa pior: enquanto não abro diariamente todos que acompanho, parece que minha "lição de casa" não está cumprida. Que loucura!!!

Considero uma sorte ter recuperado minha habilidade de leitura de livros: tanto o prazer dessa leitura quanto a fluência, algo que nos escapa quando estamos tão habituados às mensagens rápidas e às trocas instantâneas de assuntos. Com o predomínio dos pequenos textos e muitas imagens versus livro físico, massudo e com muito texto que se mantém sempre no mesmo assunto, fica realmente parecendo que, atualmente, a leitura de livros é algo não mais possível de ser feito com prazer. Ledo engano! Continua uma delícia, um oásis na loucura da cidade, da correria, do trabalho.

Desconexão
Acredito que não conseguiria passar seis meses desconectada (seis dias, talvez?), porém não dá para ignorar que o micro ligado à internet nos toma um tempo enorme do dia, tempo esse que é, muitas vezes, completamente improdutivo. A partir da leitura "Do inverno…" vou mudar meus hábitos, com certeza!

E no final você vai se espantar de como cada um reagiu de formas diferentes e incríveis a esse tempo sem TV, internet, computador, vídeo-game, ipod, celular e fone sem fio em casa.
#valeapena

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Básicos não tão básicos II

Após o workshop com a Ana Soares (veja aqui), reparei que estou olhando as fotos de moda com outros olhos. Antes acho que só olhava as peças meio que isoladamente, pensando no que eu achava bonito o suficiente para procurar para mim ou para deixar na wish list.

Agora estou focando nas boas ideias de conjuntos, como abaixo:
[Fotos do catálogo virtual da Le Lis Blanc]


Aqui, a peça central é uma camiseta estampada com fundo cinza. Nada de mais, não é? Mas vejam como ficou LINDA com os colares e os sapatos prateados brilhantes. 
E é o tipo de conjunto que qualquer uma de nós pode fazer em casa, pois todo mundo tem camiseta básica, maxicolares e pelo menos algum sapato com brilho.


Esta é mais simples ainda: camisa branca com calça comprida. O charme? Está nas mangas dobradas da camisa, no bracelete, nos colares compridos para alongar o tronco e no discreto contraste de estampas entre a calça e a sapatilha.

Ou seja:
a) tenha sempre sapatos com interessância, isso salva os looks; e
b) como é impossível termos todas as roupas lindas que aparecem em todos os catálogos, podemos ao menos pegar as excelentes ideias que eles tão fartamente distribuem.

Certeza que a Ana aprova!  :)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Livro: Crônicas da Surdez

Vi a indicação desse livro e imediatamente fui comprá-lo. Meu pai está apresentando dificuldade de audição e achei o assunto particularmente apropriado para o momento que estamos vivendo.
Valeu a pena!!! O livro é objetivo, claro, muito bem escrito e conta a história real da autora, Paula Pfeifer, diagnosticada com deficiência auditiva progressiva na adolescência.


Hoje com 31 anos, Paula é funcionária pública, lida com atendimento a público fazendo leitura labial e vê no aparelho auditivo um grande aliado.
Além de sua própria história de vida, há depoimentos de outras pessoas com o mesmo problema e mostrando como lidam com ele, e várias crônicas que se originaram em seu blog, o homônimo Crônicas da Surdez.

O livro é pequeno, curtinho (cerca de 150 páginas), fácil de ler, daquela forma gostosa na qual você inicia e não quer parar por nada. Fora o quanto é linda essa ilustração da capa!

Gostei demais, recomendo, e vou passar para os meus pais lerem também: tenho certeza que será muitíssimo útil e bem vindo.
À Paula ficam meus parabéns por expor sua história de forma tão simpática, ajudando a tanta gente que se sente assustada e perdida ao descobrir falha na audição.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sobre Dezembro...

Logo no dia 02 vi um post do Glamour de Garagem falando da alegria de ter chegado dezembro (veja aqui). Bom, minha alegria é 'tanta' que somente hoje voltei a procurar o texto e efetivamente lê-lo, pensando se teria algo a aproveitar que mudasse minha opinião -- acho este um mês corrido, cheio de compromissos, pouco tempo, trânsito infernal, reencontros familiares forçados, etc., etc.

Para a blogueira do Glamour, dezembro marca renovação, relax, aproveitamento de cada dia, além de ser hora de usar muito branco e cores vivas, acompanhar e assistir aos indicados ao Globo de Ouro e Oscar, e de usar mais cores na maquiagem.

Achei este calendário da FARM lindíssimo e bem adequado para ilustrar o espírito do post citado!

Gostaria de ser assim, juro! Esquecer o mal humor dos atendentes estafados, as filas para estacionar, as compras de última hora, os preparativos na cozinha para as festas, e por aí vai.
Viu a tirinha do hilário site Mulher de 30?

Hahahahahaaaaa!

Mas nem tudo está perdido! Eu gosto da oportunidade de escolher presentes, passar tardes vendo lojas e vitrines, pensando no que mais agradará as pessoas que eu amo. Gosto de ver a cidade toda enfeitada, luzes nos prédios e nas ruas, fica um clima de festa realmente ótimo.
[*Sabem que passei um natal em Buenos Aires e lá eles não enfeitam rua? Dentro do shopping havia uma árvore enorme, mas fora nem se percebia que era época de festas. Diferente! Senti falta das cores daqui...]

Por outro lado, não gosto de distribuir votos de feliz natal e detesto ter que fazer visitas a pessoas que passaram o ano inteiro afastadas e que, nesta data, sentimos a "obrigação" de ver.

Sei lá, dezembro é um mês tão controverso!
E, pensado bem, acho que o correto é realmente se focar na parte boa para não azedar o humor, portanto:
'Bora aproveitar o calor, usar estampas, ler e assistir filmes nos minutos vagos, pensar que teremos feriados à frente e que isso já é motivo de comemoração.  ;)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Livro: Deixe a neve cair

Comprei esse livro porque li o primeiro capítulo disponível na internet e fiquei curiosa sobre o que haveria de acontecer com um enredo que começou de forma tão incomum. Sabia que seria um livro bem chick lit (a tal "literatura de meninas"), mas arrisquei assim mesmo.


O autor mais destacado na capa é John Green e mesmo na Livraria o atendente identificou o volume como "o último do John Green". No entanto, a melhor estória é, de longe, a de Maureen Johnson. "O Expresso Jubileu" é justamente a primeira das três, que li um trecho e que me levou a comprar o livro.

São três autores, três estórias diferentes, porém personagens e locais se entrelaçam e se repetem aqui e ali. A ideia é bem legal. O problema é que as estórias "O Milagre da Torcida de Natal" e "O Santo Padroeiro dos Porcos" não acompanham a primeira, que é a mais interessante e surpreendente.

De qualquer forma, se quiser um conto de natal que seja diferente de tudo o mais, e não se importar em ler literatura adolescente, dá uma boa distraída em uma tarde tranquila.
Como todas versam sobre primeiro amor e o equilíbrio instável dessa época, com certeza várias lembranças vão alcançar o leitor. Já valeu por isso.  :)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Sapatilha de aranha!

Vou mostrar para vocês minha escolha entre as sapatilhas Tatiana Loureiro com aplicação de aranha desta última coleção.
A primeira vez que vi foi numa revista: o sapato era todo preto e a aranha era dourada com pedra preta. Fiquei apaixonada! No entanto, quando realmente chegou às lojas, a sapatilha preta só veio com a aplicação em prateado escuro, que não realçava o detalhe.

Vejam as três versões feitas:


Viu como na preta não aparece bem a aplicação? Acho que já que é para ter algo tão diferente quanto uma aranhona no seu sapato, que ela apareça realmente!

A segunda é marrom com pedra rosa. É bonita mas eu não gosto de rosa, não tenho nada que combine com essa cor.

E a última, amarelo limão com aranha verde, é a mais chamativa das três e… minha escolha.


Parece incrível, mas ela é super usável com jeans black ou azul e camiseta branca, ou de qualquer dos tons presentes no sapato. Tenho duas camisas estampadas que se deram super bem com ela, e já usei-a várias vezes neste último mês.

Esta foto é a mais fiel à cor real da sapatilha.
Acho linda!!!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Consumir; não consumir; consumir bem

Ando entediada com compras, descobri que as coisas são mais bonitas e mais interessantes nas vitrines do que no meu guarda-roupa. Tenho uma série de peças ainda com a etiqueta original, nem tirei antes de guardar, tamanho o desinteresse.

Então, - você pergunta - por quê comprou???

Sem entrar em terapia quanto a isso, sinto que o bombardeio diário de coleções especiais, looks do dia, dicas para o Natal, etc., fazem com que você sinta que quer mais coisas, muito mais do que efetivamente precisa.

Quem não fica com uma pontinha de desejo ao ver as fotos lindas das revistas, dos blogs e dos catálogos? É bem difícil passar incólume…

Fotos: catálogo Anthropologie


Pois ontem olhei vários sites de não-compra, abaixo listados, e encontrei ideias interessantes. Propostas de ficar um ano sem comprar, de ter um valor fixo para gastos extras no mês, meta de poupar 10% do que ganha, e por aí vai.
Não encaro nenhuma delas, pelo menos por enquanto. Porém, não custa fazer um exercício de moderação e de controle de impulsos, não é? Ou seja: pensar, pensar MUITO antes de comprar qualquer nova peça.
Uma proposta de consumir bem, ao invés de não consumir nada.


Vou começar essa nova fase com outra arrumação de guarda-roupa, com experimentação de tudo.
Não adianta, você olha a blusa e acha linda na mão, esquece que existe um motivo para ela estar adormecida no armário: porque não veste bem. Podem ser inúmeras as coisas que conspiram contra aquela peça de roupa: está apertada, está larga, as mangas são muito curtas/compridas, a barra está torta, etc., etc. Por isso é realmente necessário tirar um dia para experimentar tudo, em frente a um espelho bem iluminado e com senso crítico em dia.
Assim que esse calor senegalês melhorar aqui em SP (35°C hoje!), vou atacar o armário!  ;)


Também quer inspiração para diminuir o consumo? Clique abaixo:
Uma Vida Mais Simples
Buscando uma vida não-consumista
A ex-consumista
Minimalizo
Nada de Compras
Blog da Talita

domingo, 1 de dezembro de 2013

Workshop "Hoje eu vou assim OFF"

Como havia descrito aqui, fui ontem ao workshop da Ana Soares, com os temas:
- Básicos não tão básicos; e
- Comprei e nunca usei.



O pessoal de SP é mesmo muito animado pois, diferentemente do que tem ocorrido no RJ, as vagas daqui foram todas ocupadas.
A Ana é super simpática e mais bonita ao vivo do que nas fotos do seu blog.

O encontro foi informal, com a Ana inicialmente sentada ao lado da tela onde projetava os tópicos e depois discorrendo sobre cada um, respondendo a perguntas, dando exemplos.


Ela falou muito sobre os motivos pelos quais vamos às compras (ex.: "estou triste"; "eu mereço", etc.), as compras por impulso (influência de revista, de amigas, liquidações, etc.) e o quanto tudo isso está errado. Devemos ter no guarda-roupa somente peças que AMAMOS!

E na parte dos Básicos, demonstrou como uma simples calça de alfaiataria e uma camisa branca podem sair da mesmice ao se agregar um colarzão e uma sapatilha com textura (usou como exemplo a forma como estava vestida).
Ao tirar o colar, desdobrar as mangas da camisa até os punhos e tirar a barra da mesma de dentro da calça, seu look ficou totalmente sem graça! Ao recolocar o acessório e modelar a blusa, lá estava um visual com interessância, bem fashion e bonito.



Infelizmente as fotos não ficaram boas, visto a Ana estar sempre se movimentando, a luz do projetor atrapalhar bastante e ter sempre alguém ao lado dela!   ;D

De qualquer forma, o importante é dizer que o workshop foi bem gostoso, divertido, com a participação de todas que estavam lá e a reciclagem de conhecimentos essenciais para fazermos melhor escolhas para nosso armário e para nosso visual do dia-a-dia.

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No intervalo houve uma degustação oferecida pelo Starbucks, de café e panetone recheado de doce de leite ou de chocolate, e foi uma delícia!


A barista fez o café ali na hora para nós, usando uma prensa francesa e o café Christmas Blend. Depois ensinou como degustar o café (tem que ser sem açúcar, tentando definir quais os sabores e notas do grão usado -- algo parecido com a degustação de vinho).

Vou lhes contar uma coisa: esse Christmas Blend é maravilhoso! Com notas de especiarias (a barista que falou, hehe) e totalmente sem acidez (isso eu comprovei, fica nítido ao se provar o café).
Ao sair do curso não resisti a trazer uma prensa(*), esse grão e o panetone deles para casa!!!

-x-x-x-x-

Foi uma manhã que passou voando! Fiquei feliz com o workshop, por ter conhecido a Ana Soares e tantas mulheres interessadas em moda de tantas profissões diferentes. Acredita que tinha mais uma Farmacêutica na turma? Mas de enta mesmo só tinha eu… O que não foi problema, visto que os assuntos servem a toda e qualquer faixa etária -- a gente está sempre querendo se vestir melhor, comprar melhor, ter um guarda-roupa organizado.
Acho que isso não muda e vou ter interesse por isso até meus 90 anos!  :)

PS: clique aqui para ler o que a Ana escreveu sobre o workshop no seu blog.


(*) Atualização.
Gente, essa prensa foi um fiasco aqui em casa. Nunca conseguimos fazer um café que desse para tomar. Sempre ficou fraco como água de batata, mesmo seguindo à risca as quantidades especificadas, mesmo usando maiores quantidades de pó, água mais quente, menos água, mais tempo, etc.
Sinceramente, não sei como a barista conseguiu tirar um café tão maravilhoso nesse método, pois aqui já desistimos: a prensa não tem arrumação.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Livro: Danuza Sem Juízo

O título completo é Danuza Leão & sua visão de mundo sem juízo. ;)
Danuza Leão é uma escritora de contos rápidos que focam no cotidiano dos relacionamentos das pessoas. Gosto dela por ser direta, sem afetações. E também por saber ser irônica e divertida.


Este livro não é muito diferente dos anteriores, versa sobre os mesmos assuntos, mostra as mesmas opiniões. Apesar de que desta vez achei que a divisão por temas (Recordar, Amores, O Ser Humano, etc.) foi prejudicial à fluência da leitura, porque fica um bocado repetitivo ler várias crônicas seguidas sobre o mesmo assunto, muitas delas parecidas entre si.

Simples e descomplicado, é ideal para você ler num café enquanto espera o filho sair de um compromisso (meu caso).

Não espere demais, os anteriores são ligeiramente melhores. Mas sempre é interessante ler essa mulher que tem tanta lucidez quanto às convenções, que teve uma vida tão rica em experiências diferentes.
Leve e indolor. Leia se quiser se distrair!

Livro: A Elegância do Ouriço

Obra de Muriel Barbery, ambientada na França atual. Extremamente recomendado pelos sites de leituras, tenho que dizer que me decepcionou um bocado. Vamos lá…

O livro é narrado em primeira pessoa por dois personagens, simultaneamente. A estrutura é interessante, porém o texto exagera na erudição e a premissa não me convenceu.


Uma das narradoras é Renée, 54 anos, há 27 como concierge (zeladora) de um prédio de 8 andares de alto luxo parisiense. É uma pessoa de pouca educação formal porém autodidata, lê muito, discorre com igual desenvoltura tanto sobre Dostoiéviski como sobre o cinema japonês.
Apesar disso, se esconde atrás de uma carapaça de pessoa rude e ignorante, fala propositalmente errado quando em presença dos moradores para que estes não percebam sua erudição e se espantem por ela não ser o protótipo da zeladora burra que eles "esperam" ver.

A personagem que divide com ela a narrativa é uma menina de 12 anos moradora do prédio, de inteligência excepcional, igualmente entendida em filosofia, e que pretende se suicidar quando fizer 13 anos por não aguentar a mediocridade de sua própria família de burgueses estúpidos e caricatos.

Perto do final há uma mudança na vida das duas pela chegada de um novo morador ao condomínio, um rico e culto japonês, que enxerga ambas como realmente são, contra todas as demais pessoas que não as enxergam jamais.

Gente, para! 
Achei TÃO falsa essa história de que a zeladora precisa esconder que é educada e inteligente por isso ser o contrário do que os moradores esperariam ver. Não faz sentido!!! Se você tem em seu prédio um funcionário que é inteligente e culto, que mal há? Aliás, não é, pelo contrário, uma coisa excelente?
E uma menina de DOZE anos que discorre sobre o ser e o nada e critica a hipocrisia da sociedade e está disposta a morrer por não suportá-la?
Além disso ao longo do texto há longas demonstrações de erudição totalmente desnecessárias, sobre novelistas russos, cineastas, filmes herméticos, somente para mostrar o quanto a autora é culta.

Portanto, indo contra a corrente que gostou do livro, eu simplesmente NÃO o indico. Pretensioso demais.

Livro: Um Lugar na Janela

Livro de relatos de viagem de Martha Medeiros -- simplesmente ADORO essa autora! Li todos os livros dela e só tem um que desgostei um pouco (romance). Os demais, de contos, de crônicas do dia a dia, são fantásticos.

Este não é diferente: ela conta, em sua prosa fluida e simpática, as viagens que já empreendeu, com as cores da lembrança e detalhes deliciosos, como os micos, as aventuras inusitadas, a emoção do novo.


O livro é totalmente autobiográfico, narra desde as viagens que ela fez aos 20 anos e em regime precário, até as atuais, já mais estruturada, sendo igualmente interessantes.

Para quem não sabe, Martha é um enta -- nascida em 1961 -- com duas filhas que regulam de idade com os meus dois rapazes (20 e 23), e uma voz doce e lúcida para contar tudo que viveu nestes anos.
É a escritora contemporânea com quem mais me identifico. Ler seus escritos é como ouvir uma velha amiga contando seu cotidiano, suas alegrias e dissabores.
Seu lançamento mais recente, "A Graça da Coisa" já está comprado, na minha escrivaninha, aguardando a fila andar para eu poder mergulhar na leitura.

Um Lugar na Janela é uma leitura IMPERDÍVEL, assim como seus demais livros. Não deixe de ler!!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Rasteira colorida

Engraçado como às vezes a gente entra numa neurose qualquer e aquilo atrapalha a vida… Digo isso porque ultimamente estou com a velha questão "isso não é para minha idade" de novo na cabeça.

Passei um bom tempo me permitindo tudo que tinha vontade e agora meio que voltei ao início de 2012, quando perguntava aqui se ainda podia usar camiseta e -- que ousadia! -- ainda por cima uma camiseta com estampa de bicho.  :)

Lembro bem de um comentário de uma leitora que me incitava a usar tudo que quisesse, que camiseta não tinha idade, que isso era bobagem, etc.
E hoje a questão é sobre outra peça: uma rasteira colorida.


Achei-a no e-commerce da Dafiti, por acaso. Ela me chamou a atenção pelas cores, principalmente por ter verde e azul ao mesmo tempo - ADORO.


No entanto, mega dúvida: será que nos meus pés não parecerá um chinelinho de vovó? Trama, várias cores, muito "típica", talvez? Se bem que em uma garota com shorts é certeza que vai ficar bom. Mas, numa enta?...

Enfim, estou novamente com essas dúvidas me rondando. É bom que irei este sábado no workshop da Ana Soares, acredito que consiga melhorar esse espírito para voltar a ser fearless!

Em tempo:
A rasteirinha está custando R$100 -- achei caro por ser tão simples! -- e o link para ela é este aqui.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mortais versus Alta Costura

Uma coisa que entendi definitivamente, após ler o livro da modelo Michelli Provensi, é o porquê nenhuma roupa de grife me veste bem.
Já tentou experimentar um Prada, ou mesmo uma peça Tory Burch?
Não vestem bem. Do alto dos meus 1,60m a cintura fica sempre muito baixa, a barra arrasta no chão, não há tecido suficiente nos seios nem nos quadris.

YSL

No livro Michelli conta quando trabalhou como modelo de provas para Yves Saint Laurent. Os vestidos eram feitos sobre seu corpo: todas as penses, ajustes, medidas, tudo sobre aquele 1,78m de altura, "sem peito e sem bunda", usando a expressão que ela cita no livro.

Ou seja: os vestidos não são feitos para corpos "normais", são feitos para mulheres altas e magras, muito magras.

Não sei por que nos ligamos tanto à essa ideia que o belo é o magro e que quanto mais esquálido melhor.
Eu mesma olho a foto acima e acho lindo, a imagem da perfeição.
É difícil você ser sensata nessa hora. E isso torna tão fácil os problemas de auto-imagem, de não aceitação das medidas, da altura, do corpo que -- a seu modo -- é perfeito.

Enfim,
Voltando ao assunto inicial, aprendi que eu NUNCA vou poder usar nem mesmo uma roupa prêt-à-porter de grife alguma, o que dizer de uma alta costura, se me fosse possível esse luxo, simplesmente porque eu não tenho nenhuma medida próxima às modelos que serviram de base viva para eles serem confeccionados.

Desfile Prada 2013

Pronto! Nada como entender como as coisas são feitas. Passou o trauma.  ;)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Livro: Preciso Rodar o Mundo

Esse livro, cujo subtítulo é "Aventuras surreais de uma modelo real" foi escrito por Michelli Provensi, modelo nascida em Santa Catarina e que ganhou o mundo, desfilando em Tókio, Milão, New York, Paris, etc.


Comprei-o hoje, abri as primeiras páginas e devorei-o até a última, de uma tacada só.
Escrito de forma clara, objetiva, fácil, mostra o mundo das modelos profissionais, desde o início como "new faces" até os trabalhos com estilistas consagrados como Yves Saint Laurent, Nina Ricci, etc.

O tempo todo a gente se sente vivendo a história, tal a forma intimista com a qual a autora retrata suas aventuras. Dá para sentir a angústia e a alegria, as preocupações e as conquistas, com igual intensidade. Problemas com roommates, com a falta de dinheiro, com a neura do peso perfeito, as dietas malucas, as viagens para locais onde não se conhece a língua -- são algumas das situações que a modelo enfrenta, entre outras histórias.

Ela mostra o que intuímos: que a profissão de modelo não é simples nem fácil, e que demanda muita luta e muito sacrifício, além de uma boa dose de sorte, para se dar bem nesse ramo.
E é diferente você imaginar como seja e realmente ler um relato verídico de como é.

Eu AMEI o livro, foram umas três horas em que vivi em outro universo, em que todos os capítulos foram interessantes, deixaram um gosto de "quero mais".

Michelli, sucesso em sua nova empreitada como escritora, adorei o primeiro!

[Serviço: custou R$39,90 na loja física da Saraiva Livraria, porém no site deles está por R$31,90!]

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pat Bo - dia 19/11 na C&A

Pat Bo é, como amplamente noticiado, a segunda marca de Patricia Bonaldi, com uma pegada mais fashion e modelos menos festivos, mais casuais.
Entretanto, o "casual" dela não é o meu. Já vou dizendo, logo de cara, que nenhuma das marcas é minha praia: muito brilho, muito bordado, muita roupa curta. Acho tudo roupa para balada, i.e., para jovens e super jovens.

Entretanto, foi impossível não acompanhar a imensa agitação referente ao lançamento da coleção Pat Bo para C&A. E com razão, pois há roupas lindas, em especial os vestidos. Já viram este, que espetáculo?


É a peça de maior valor -- R$690 -- mas, convenhamos, está maravilhosa e é toda bordada. Se eu tivesse 20 anos, com certeza compraria... ;D


Comparando preços
E eis que hoje, coincidentemente, recebi um email do e-commerce Shop2gether com destaque para uma blusa Pat Bo e aproveitei para comparar com uma da linha que será lançada amanhã.
Vejamos:

 Pat Bo original

Pat Bo para C&A

Não estão parecidas? Achei que ela foi bem fiel ao estilo da marca ao fazer a coleção para a fast fashion.

Detalhe: a blusa original custa R$847 e a da C&A sai por R$149.

E composição = 70% poliéster. Dá para acreditar nesse preço?


Depois dessa eu entenderei perfeitamente se houver aquela corrida ensandecida às lojas.

domingo, 17 de novembro de 2013

Moda para trabalhar

Após um ano trabalhando no modelo home office e aproveitando-o quase como um ano sabático devido às amplas horas que puderam ser dedicadas ao meu hobby (Moda), há a possibilidade de ter de voltar a trabalhar na Empresa dentro de alguns dias.

E, de repente, me deparei com meu guarda-roupa de fashionista, garimpado no último ano, e descobri que não tenho mais as "tradicionais" roupas de trabalho. Não tenho calça de alfaiataria preta, nada de blazeres, e as camisas, então, só estampadas.

Mas, se não tenho nada disso, como me visto hoje?


Dentro do meu estilo -- muito suado para ser definido -- e que hoje eu considero rocker, dramático e sofisticado.

- Sofisticado porque as pecas são muito bem escolhidas, de qualidade, as bolsas são ícones e os sapatos são de designers consagrados.
- Dramático por causa dos detalhes nas roupas e das bijuterias que uso em quantidade e que são sempre bastante statements.
- E rocker são as calças jeans, unanimidade no meu look, e as camisetas escuras: inúmeras nas cores preto ou cinza, quase todas com brilhos aplicados.
E, eu juro, consigo usar tudo isso sem parecer uma louca de 50 anos que quer se mostrar adolescente. Os cortes e as proporções garantem a integridade mental. ;)


E aí, como é que uma pessoa assim se veste para trabalhar num ambiente corporativo?!? Como aliar as exigências de um trabalho em empresa ao meu estilo próprio?

Certeza que não vai ser como a foto acima: babados+alfaiataria.
Vou ter que dar um jeito de manter minha identidade, amenizando o toque fashionista para algo mais tradicional e mais de acordo com escritório.

Estou pensando em calça jeans escura, preta ou azul, e as camisetas e camisas mais low profile que achar no meu armário. Pasta de documentos ao invés das bolsas grifadas, e sapatos de cores neutras, evitando os muito chamativos (tenho-os em todas as cores, inclusive dourado, vinho, verde e amarelo).

Não vai ser fácil........

sábado, 16 de novembro de 2013

Cavalli para C&A

Como tem sido enorme o burburinho sobre as coleções especiais para C&A!
Francamente, eu tenho um certo pé atrás, medo de comprar algo que está tão difundido na mídia que passa a ser reconhecível a quilômetros de distância. E não havia escrito nada a respeito justamente porque não tinha conseguido antes formar uma opinião firme sobre elas.

Li muitos relatos sobre a coleção Cavalli e as descrições sempre elogiavam que a mesma foi feita em seda pura e materiais nobres, com acabamento caprichado, com vestidos de forro duplo, zíperes bem colocados, costura bem feita, estampas com o cuidado de estarem simétricas.
Por outro lado, a maioria dos comentários das leitoras dos blogs focava somente no fato de que está tudo com custo muito alto, fora do padrão de fast fashion, absurdo isso, uma loucura, que vai encalhar nas araras e que vão esperar a remarcação para pensar em comprar algo.

E então, no meio de tanta reclamação, li um comentário muito inspirado -- da Patricia, no blog Fashionite -- que reproduzo aqui:

"Parabéns aos grandes estilistas que estão democratizando a moda brasileira, se abrindo para públicos além da classe A.
 Pra quem não sabe, atualmente no Brasil, quem está consumindo é a “classe C”. É justo, justíssimo, que a boa moda seja apresentada a quem até pouco tempo não poderia consumir peças tão lindas como as de Cavalli. Além do poder de consumo aumentando cada vez mais, a classe C tem a fama de não ser caloteira…"


É isso mesmo! Quem tem blog tem que entender que as coleções C&A são criadas para o público C&A, não são nem focadas, nem específicas, para as fashionistas de plantão.
E que, se os valores cobrados estão fora do usual dessa loja, tem que ser levado em conta que eles estão se esforçando para apresentar essa "boa moda a quem até pouco tempo não poderia consumir peças tão lindas" e, acrescento, em tecidos tão bons.

Logo, apesar do preço, apesar do número de unidades produzidas, tenho que admitir: ponto para a C&A.


Foto: site C&A
Custo: R$349

Foto: site Animale
blazer neutro tecno tiger ice
Custo: de R$798,00 por R$479,00 na promoção

Curiosidade 
Nas fotos acima temos estampas semelhantes, Cavalli X Animale, sendo o preço da fast fashion menor. Ambos na moda, ambos lindos. Agora, só experimentando mesmo para detalhar diferenças. #ficaadica

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Verão 2014 é das estampas

Verão sempre evoca cores vibrantes e estampas: muitas flores e, ultimamente, frutas.

Devemos a invasão de frutas à coleção da Isolda, que difundiu também a moda das combinações de estampas totalmente diferentes entre si:

Foto: e-closet
Admiro muito os modelos acima, tão inusitados, inspirados. Mas não usaria. E acho que quem comprar vai usar relativamente poucas vezes. Muito marcante e muito statement, não acham?


No entanto, amei as lagostas em "3D" de uma regata dessa coleção:
Porém, o preço é muito alto (R$ 1.537,00!!!) e o manequim muuuito pequeno.  :p


Depois da Isolda várias outras grifes fizeram seus estampados nessa linha "misturas", como a Mixed:


Foto: oqvestir
Gostei da regata P&B, bem desejável, bem Isolda (que tem uma regata linda de orquídeas, parecida com a estampa central desta), no entanto ainda muito cara: R$719...


E o que parece é que a vibe das estampas misturadas contagiou todas as marcas, resultando em peças das mais variadas cores e combinações nas lojas:

Foto: shop2gether


Completando a oferta de estampas há uma coleção de tênis CONVERSE + ISOLDA, com preços menos inviáveis: de R$250 a R$270. Estes podem ser encontrados online no site Dona Coisa.

O de lagostas (penúltimo na foto) me encantou à primeira vista. No entanto, desisti rapidinho.
Muito jovem e pouco enta essa coleção.  :D



Isso tudo acabou me desanimando de investir (porque é um investimento, viram os preços?) em uma combinação de estampas assim marcantes para meu guarda-roupa. Pode ser sisma, mas acho que vamos cansar rápido dessa moda muito gritante, muito "acessa".

Outra coisa que pega um pouco é que essas misturas de estampas, tão inspiradas aos nossos olhos fashionistas, devem ser esquisitíssimas aos olhos masculinos e a quem não segue moda. 
Ei, absolutamente não quero dizer que devemos nos vestir conforme o gosto alheio. É só um pensamento de se, na verdade, é nosso gosto mesmo tantas imagens diferentes juntas, ou se aprendemos a gostar somente porque é a moda atual. 
[Para pensar antes de investir]


Complemento:
As estampas "misturadas" do verão já estão nas fast fashions. E, nesse caso, por custo reduzido. Por exemplo estas duas blusinhas da Renner, de R$40 e R$50, respectivamente:

fonte: site Renner
No entanto, são de poliéster. Acho poliéster um horror de tecido para roupas, ainda mais no calor.
Porém, aparentemente não se pode ter tudo, não é mesmo?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lista de afazeres X Felicidade

Este texto está publicado no blog Salada Mista, de propriedade e autoria de Elise Machado.
Achei tão inspirado, tão perfeito, que o estou reproduzindo aqui, para eu o ter sempre como leitura recorrente.


"EU ESTAVA MUITO OCUPADA SENDO FELIZ

Eu só não percebia.

A lista de coisas a fazer era grande. Sempre foi. Coisas a resolver, outras para arrumar, umas tantas para organizar. Dinheiro a ganhar, metas a cumprir, telefonemas a dar. A lista só aumentava, dia a dia.

Onde eu estava, o que estava fazendo enquanto isso? Por que não conseguia resolver tudo? Até a hora em que percebi: estava gastando meu tempo sendo feliz. Eu estava muito ocupada com isso.

A cada vez que a lista me chamava, eu passava mais 5 minutos na cama, embolada em edredons. A cada linha de trabalho escrita, outras infinitas de poesia se infiltravam no meio. A cada problema a resolver, uma distração feliz. A cada reunião de trabalho, um telefonema de amigo. O sol fazendo sombra no meio da rua, as bordas do computador que pareciam um espelho maluco de parque de diversões… Tudo parecia me distrair, me afastando da lista e me fazendo sentir culpada, improdutiva.

Mas então ficou tudo claro: a lista não rendia porque eu não estava nela de cabeça e coração. Todo o tempo gasto com ela era só tempo de espera. Até estar ali, feliz de novo.

Achava que a lista era real e todo o resto era distração. Mas a lista é a distração. A lista é o que nos ocupa, até sermos reais de novo. Aquele tempo de lista é que é o tempo emprestado, o tempo rasgado.

Deixa a lista ficar desgastada, então, deixa. Deixa ficar obsoleta, distante, embaçada.

Tchau, lista. Pode ficar negligenciada sem culpa. Agora já entendi – estou muito ocupada." 
Elise Machado


Não é um texto maravilhoso??? Pode ser meu momento atual, com muitas listas a serem ticadas, achei-o inspirado por demais, verdadeiro por demais.
Pena não ser possível nos livrarmos para sempre das listas...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Revista Elle e o lenço -- LINDO -- da vez

A Elle de Novembro/13 vem com um brinde: um lenço assinado pela Ellus.


A revista periodicamente presenteia suas leitoras com lenços assinados por diferentes grifes. Na edição de setembro deste ano foi a vez de um lenço exclusivo assinado pelo top estilista Reinaldo Lourenço. Esse eu perdi, estava viajando e nem fiquei sabendo. No entanto, hoje descobri que ele era florido em tons de rosa, por isso nem fiquei triste, não é uma estampa nem uma cor que eu aprecie.


Já o lenço da Ellus é MARAVILHOSO: em bege, vermelho e verde, estampado como escamas de cobra.


Nessa foto da divulgação a modelo com certeza está usando dois lenços ao mesmo tempo, pois ele não é tão grande assim: a medida do meu é 63 x 64 cm. O material: 100% poliéster. Acho que para lenços é um bom material, não amassa muito e tem cor viva dos dois lados, diferentemente do algodão.

Além disso, a revista está muito boa, com ótimas reportagens e fotos. 
#valeapena

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Workshop dia 30/nov/13

Sabem o blog "Hoje eu vou assim OFF"? Sua autora, Ana Soares, pretende mostrar nele como é possível se vestir bem comprando moda em lojas mais acessíveis, como C&A, Renner, Riachuelo, entre outras.

E, baseado em sua experiência como consultora de estilo e blogger, ela resolveu expandir horizontes e criou dois cursos, com os temas:
- Básicos não tão básicos; e
- Comprei e nunca usei.

Como ela mora no RJ, os workshops têm sido lá. No entanto, ela abriu uma data para SP, onde pela primeira vez vai ministrar os dois temas em um só dia.


Já me inscrevi!!!
Vai ser no Starbucks da Rua Amauri, 286, no Itaim Bibi.
Além do curso haverá uma degustação de café promovida pelo Starbucks.


Em tempo:
O perfil do blog não é bem o meu: como boa "enta" não preciso mais me preocupar com o custo das roupas, essa preocupação já não permeia tanto minhas escolhas. No entanto, o saber não ocupa lugar e sempre é bom reciclar conhecimentos, fazer novas amizades e aprender algo diferente do que estamos habituadas.

São só 15 vagas, quem estiver interessada pode ter mais informações neste link.
Bjs! Nos vemos lá!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cintos com fivelas em pedrarias

Recebi um email de um perfil do Facebook que se chama "Cintos em Pedrarias".
Não conheço o trabalho da moça, no entanto ela parece ter bom gosto para escolher fivelas e, pelo que entendi, ela monta o cinto conforme encomenda. Vamos olhar?

Foto retirada do Face em questão
[essa fivela azul royal não está o máximo?!?]

Os preços informados estão na faixa de R$115 a R$140, com frete cobrado a parte. 

Olha, não é um produto barato. No entanto, se a comparação for feita com base aos cintos oferecidos por lojas como Le Lis Blanc, A.Brand, etc., passa a existir vantagem na encomenda. Principalmente se houver a possibilidade de escolher cor e tamanho do cinto, além da fivela propriamente dita.
A largura padrão é de 4,3cm. O P tem 105cm de comprimento, o M tem 115cm e o G tem 125cm.

Se alguém se animar e experimentar, depois deixa um recado no meu email? #curiosa

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Renner online

Bom, preciso começar este post esclarecendo que eu sou uma pessoa muito chata para comprar acessórios, um dos motivos pelos quais não tenho mais falado de bolsas no blog.

  • Eu sempre comprava bolsas boas, como as da Corello, Arezzo, etc., e nunca ficava muito tempo satisfeita: logo estava atrás de outro modelo, de outra cor, nova tendência. Como resultado tinha uma coleção imensa mas sempre estava insatisfeira.
  • Até que comecei a fazer um acervo de bolsas grifadas. Ganhei uma Dior do meu marido, comprei uma Gucci, uma Prada, outra Dior, as Proenza Schouler PS1, PS11, PS13... e por aí vai. Resultado: hoje tenho bolsas atemporais, entra ano e sai ano, elas continuam na moda, não sinto mais necessidade de trocar por novidades.

Bom, tudo isso para deixar claro que não é qualquer produto que me agrada.

Sobre a Renner
Ocorreu que recebi um email da Renner mostrando seu catalogo virtual e me apaixonei por um duo de colares exposto ali.


E como o valor era pequeno (R$35,90 o externo, que estava disponível), comprei online. Chegou hoje e eu adorei o colarzinho! Agora só estou esperando chegar o outro no site, o mais curto e com mais spikes, para comprar tambem!

Detalhe: veio super bem embalado, protegido em plastico bolha, com NF e ainda um perfuminho de brinde.

Gostei da qualidade do produto e do atendimento. E tendo em vista que algumas vezes a gente compra itens caros e é mal atendida (vide post do colar que recebi da Prêt À Porter), foi uma grata surpresa essa da Renner.

Gostei e recomendo.


Atualização: semanas depois achei o colar cheio de spikes da foto na loja física, e comprei. É liiiiiindo! #valeapena

domingo, 20 de outubro de 2013

Bugs na moda

A onda de insetos em lenços, bolsas e roupas está enorme. Vide as vitrines  da Tory Burch, que fez blusas e carteiras bem inspiradas, com besouros de todos os tipos e tamanhos.


E no Net-a-Porter encontrei a bijuteria mais linda do mundo com um inseto: um colar Roberto Cavalli com uma mariposa no centro.


Olha no detalhe, que linda:
Realista mas clean, usável.

Ganhei um colar de escaravelho (comprado no Louvre, baseado numa joia egípcia) e, assim que recuperar meu micro, junto com os acentos deverei ter acesso `as minhas fotos, e o colocarei aqui...

Eu sempre me encanto com insetos -- isso eh, NA MODA! Detesto os vivos! ;)
E sinceramente? Deste post eu desejei tu-do!