quarta-feira, 30 de abril de 2014

Big Band

São Paulo tem a incrível vantagem de estar sempre em festa: o número de atrações da cidade é enorme e, juntando-se a elas, os shoppings daqui têm feito grandes investimentos em apresentações.

Muitas vezes a gente vê o convite e nem cogita em comparecer, seja por horário ou distância. Porém, nesta terça-feira tive a sorte de conseguir combinar a ida ao Shopping Higienópolis para assistir a uma Big Band tocando ao vivo.


O show foi fantástico! Além da banda de 10 componentes ainda havia uma cantora londrina (Jennifer Monroe) os acompanhando de forma magistral. 


Dancei na cadeira o tempo todo, saí de lá com a alma muito mais leve do que quando cheguei. Portanto, só posso lhes dizer: vale a pena fazer o esforço de enfrentar trânsito para chegar ao local dos eventos. Este foi espetacular, amei muito!!!
Se souber de outro, avisarei aqui antes.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Alexander McQueen - exposição Savage Beauty

Nova oportunidade para ver a exposição FANTÁSTICA das criações icônicas de Alexander McQueen: ano que vem, em Londres.
A mostra será no Victoria and Albert Museum, de 14 de março a 19 de julho/2015.

A primeira montagem foi em 2011 no MET de NYC (Metropolitan Museum of Art de New York City). Tive a imensa sorte de estar em NY no período da exposição e tenho que dizer: foi o espetáculo mais maravilhoso que já vi até hoje. [E considere que cresci assistindo a ballets, óperas e orquestras sinfônicas no Teatro Municipal de SP]

McQueen foi um gênio de uma grandiosidade inacreditável. As roupas são cênicas, os detalhes inesperados, a confecção primorosa. A mostra é um delírio de beleza, algo indescritível em palavras!


O diretor do Victoria and Albert Museum confirmou que será montada um exposição baseada na do MET mas que mesmo quem já viu a primeira irá se surpreender com esta.

Vou começar minha campanha #londres2015 junto a meu marido agora mesmo!!!
[Sugiro que vocês façam o mesmo...]

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Imagem irreal

Recebo muitos emails de e-commerce e lojas online e é frequente me encantar por alguma peça. Antes eu simplesmente fazia o pedido via internet. Agora, se existe loja física viável de ser visitada, prefiro ir até lá e experimentar, pegar na mão o produto.

Ontem saí de casa com quatro fotos de produtos da Animale na wish list.


1) camiseta com manga até o cotovelo (#adoro esse comprimento) e tule preto aplicado sobre estampa.
2) camiseta tattoo: não é essa a que eu queria, era a de manga comprida semelhante e mais rosada.
3) malha preta com bordados de flores aplicados.
4) camiseta manga longa com uma cobra em hotfix em uma das mangas.

Vou começar por esta última, a cinza, que foi a que mais me balançou: a parte de trás da blusa é de um tecido fininho como organza, cinza quadriculado com vinho, mas quadrados imensos, nada a ver com xadrez.
Problemas: decote muito profundo e um pentagrama no desenho da frente que acho que poderia criar problemas com a ala mais conservadora da família.  ;)

A preta (3) é super curtinha, quase um cropped, e as flores são provenientes de renda. Não gostei.

A de tattoo foi um caso até engraçado: encontrei a rosada de mangas compridas -- mangas LINDAS -- porém, a estampa frontal da camiseta era um... unicórnio! Gente, unicórnio?!? Não deu nem para tirar do cabide, hahaaaa.

E a única que comprei foi a branca com estampa "realeza". E, sinceramente, não é que ela seja maravilhosa... Acho que só comprei por causa da manga.


Mas Marggah, o que é que isso tem a ver com o título do post: "Imagem irreal"?
Explico: vi fotos da Fernanda Lima com um vestido Emilio Pucci coloridíssimo que havia sido desfilado e também escolhido para capa da Marie Claire norte-americana. E aqui você vê claramente o tratamento de imagem que deram à peça:

Olha a diferença da capa com o desfile e com o uso real.
Mal parece o mesmo vestido. Chocante.

Então o fato é que, nas revistas e nos sites, o que vemos muito raramente corresponde à realidade. 
Nas fotos a luz é retocada, os brilhos intensificados, as cores se mostram em toda a beleza.
Aí a gente compra online e... fica frustrada.

Concordam que é melhor ir experimentar e também concordam que não está dando mais para confiar em fotos publicitárias? Era isso! :D

terça-feira, 22 de abril de 2014

Tattoos: verdadeiras e removíveis

Tatuagem é uma coisa interessante: você faz a primeira e logo fica com vontade de fazer outra. Fiz a minha em outubro de 2013 e de lá para cá tenho pensado demais no que fazer em seguida. Para ajudar, tenho duas amigas em processo de decisão de tatuagem (olhas as entas como estão modernas!).

A primeira é super espiritualista e está pensando em uma mandala -- acho que tem tudo a ver com ela. Além disso, mandalas ficam lindas e únicas, pois cada uma é diferente da outra, em seus pequenos detalhes e opções de cores.

 Foto deste site aqui.

E a outra amiga, que pedala diariamente dezenas de quilômetros, quer tatuar uma bicicletinha no antebraço. Achei fofo!
Foto deste site aqui.

Gostaria de sair de cima do muro e me atirar logo à segunda tatuagem. No entanto, é realmente uma decisão que tem que ser tomada de cabeça fria, com calma, pois a chance dela nos acompanhar pelo resto da vida é grande.
Mesmo com os lasers que retiram tinta nunca é certeza que a remoção será perfeita. E o pior: remoção é um processo caro e dolorido. Portanto... prudência.


Enquanto isso, existe uma outra opção para quem quer ver se irá mesmo gostar de ter uma tatuagem definitiva: a tattoo removível. Lembra daquelas que vinham nos chicletes? É mais ou menos isso, só que com temas e duração melhores.  :))

Comprei via correio um pacote com 3 pares delas, a US$5 cada par, na Tattly.
Minhas escolhas: todas em preto (não gosto das coloridas), duas com escritos (smile & be happy) e uma de flor.
Abaixo as fotos do site Tattly:




Ainda não apliquei nenhuma e vou fazer isto esta semana. Depois conto quanto tempo elas duram. (*)Vejam abaixo!!!
E fica a dica de uma diversão que serve como experimento de formato e local de tattoo. Tipo um 'teste drive' para saber se realmente vamos conseguir encarar uma de verdade. Não é legal demais?


PS: Por coincidência hoje o site da Revista L'Officiel mostrou esta foto com duas tattoos removíveis em forma de pulseiras:


A informação é que são vendidas no site francês Colette
Mas nossa, que site complicado! Foi difícil de encontrar as tattoos e, se você quiser verificar, está na parte de Design, sob a busca Extra (ou, muito mais fácil, neste link aqui).


No entanto, 15 Euros já é consideravelmente mais caro que o site norte-americano e também não sei qual o custo para entrega no Brasil.
Apesar das dificuldades, achei-as bem bonitinhas. #desejando


(*) Duração da tattoo temporária.
Primeiro tenho que contar que a colocação é fácil demais: você aplica na pele seca e sem óleos/cremes, molha um pano e deixa por cima do verso da tattoo por 30 segundos e retira o papel. Pronto!
O site fala que ela dura 2 dias e eles estão certos! Pensei que teria mais tempo para fotografar, mas não deu. Após 48 horas ela desapareceu, tipo carruagem/abóbora da Cinderela.
Coloquei a de flores (que está acima) e ficou bem fiel à foto. O que não gostei foi que grande parte saiu de uma vez, mas algum resíduo não sai com nada. Já lavei, esfreguei, ensaboei... nada.


Eu a apliquei sobre a minha definitiva que era para ver se gostaria de incrementá-la com flores, por isso a mancha está nessa área.
Não sei quanto tempo vai levar para desaparecer, não estou gostando desse efeito colateral. Ainda mais por ser em cor preta, que parece que você está suja de graxa. Mas ainda assim achei a experiência legal. É isso!

domingo, 20 de abril de 2014

Bijoux Dolores Iguacel

Dolores Iguacel é uma designer argentina de acessórios que iniciou sua carreira em Buenos Aires e há cinco anos estabeleceu ponto de venda no Brasil. Suas peças são statement, vistosas, com muita resina, pedras brutas, cores e tassels.
Talvez vocês já tenham visto suas peças no blog da Bia Perotti, visto que esta blogueira fez uma parceria de criação com a designer.

Fiquei interessada pelas bijoux quando vi insetos, pedras, flores, tudo harmonicamente coexistindo e comprei logo três itens.

 Como minha foto não faz jus às peças, pense tudo retratado acima 
como mais claro, mais brilhante e mais colorido. É assim.

O primeiro brinco à esquerda é de tassel preto bem longo, chega à saboneteira. O fio é de seda, fino e pesado, tem um caimento excelente. A flor é roxa com um ponto de luz ao centro. Ficou lindo, mesmo no meu cabelo preto. Ele foi feito em inúmeras cores de tassel, sendo que o vermelho queimado e o verde são de babar!

A pulseira é mais romântica pela flor rosada. Os aros lembram tartaruga e tem um fecho super bonito, bem grande e trabalhado.

E os brincos da direita são amor puro: pedra turquesa, rosa em acrílico transparente âmbar e um "ovinho Farbegé" como pingente. Usei-o hoje e todo mundo comentou e elogiou!


Eu conheci a loja, é aqui em SP numa rua pequenininha da Vila Olímpia: Rua Cavazzola 101. Fui super bem atendida e pude experimentar todas as peças do show room.
Eles têm colares, pulseiras, braceletes, brincos, cintos, anéis e tiaras, tudo com bastante variedade.

Além da loja física as peças estão sendo vendidas online pelo próprio site Dolores Iguacel (fiz meu pedido inicial lá), e também pelo OQVestir e pelo Gallerist, dois ótimos e-commerces, mega confiáveis.
Se você gosta de bijoux diferente, mais autoral, recomendo conhecer esta designer. Eu AMEI.

  • Rua Cavazzola, 101
    Vila Olimpia
    São Paulo - SP
  • f. 11 3044.43 21
  • contato@doloresiguacel.com.br
  • - See more at: http://doloresiguacel.com.br/#sthash.3bKCkOmJ.dpuf

  • Rua Cavazzola, 101
    Vila Olimpia
    São Paulo - SP
  • f. 11 3044.43 21
  • contato@doloresiguacel.com.br
  • - See more at: http://doloresiguacel.com.br/#sthash.3bKCkOmJ.dpuf

    sábado, 19 de abril de 2014

    Normcore: independente da moda

    Foi publicado no Estadão (16/04/14) uma coluna sobre normcore, que seria o movimento no qual não se segue moda alguma. Trecho:
    "Se você é adepto da calça jeans e camiseta lisa, gosta de peças oversizes, chinelo com meia, calças ou casacos de moletom ou se você simplesmente não liga para tendências, não se importa com o universo fashion, não gosta de se destacar na multidão e não se interessa por saber quem é o diretor criativo da Chanel, saiba que você está na moda e essa nova onda chama-se: normcore."

    Em um mundo tão dividido por tendências, estilos e gostos pessoais, nada mais natural do que existirem as pessoas que não dão bola para a Moda.
    Isso sempre existiu e vai continuar existindo, pois moda é uma coisa importante e que faz sentido somente para um grupo. A novidade aqui é terem criado um nome específico para algo que não é um movimento, é apenas algo que sempre existiu.

    Acho que na maioria dos dias todos somos meio normcores, visto que para ir ao supermercado ou ao dentista o habitual é usar algo confortável e discreto. A montagem de uma roupa fashionista fica somente para ocasiões mais especiais, como um passeio, um jantar, uma festa.
    E será que mesmo nesses casos os normcores vão de moleton? Acho que não.  :)

    Enfim, se você não curte moda, agora tem um termo para lhe definir. #edaí?


    Após ter-se dito o óbvio, o que me espantou no texto foi a frase de Jeremy Lewis, fundador e editor da revista Garmento:
    "Eu gosto da ideia de que não se precisa de roupas para se expressar."
    Estranho isso. A roupa é parte da nossa história, é escolhida conforme nosso humor, com certeza expressa emoção e coloca para o exterior o íntimo do nosso gosto pessoal. E até uma roupa confortável e não seguidora de moda diz algo sobre você.

    O resumo é: se você gosta de conforto, agora está liberado! Porém se, como eu, ama moda e acha que todo dia merece um outfit bem cuidado, essa onda normcare só vai lhe fazer companhia quando colocar seus pijamas.  ;D

    quinta-feira, 17 de abril de 2014

    Criatividade, cadê você?

    Por favor, alguém por aí encontrou a criatividade, que anda perdida? Porque não está fácil olhar para os lançamentos da Schutz e só ver bolsas copiadas...

    Vejam só as fotos do email publicitário da campanha 2014 Schutz e, imediatamente abaixo, a comparação com bolsas grifadas pré-existentes:
    (1)
    Modelo que vem a ser MEGA parecido com este da Miu Miu:


    (2)
    E este aqui está bebendo na fonte da Prada.


    (3)
    E finalmente o franjado, igual à... Gucci!

     


    Li que na moda não existe patente, por se tratar de um bem de consumo.
    Mas será que o fato de não ser ilegal é justificativa para que se saia copiando as ideias alheias e fazendo uma coleção Inverno 2014 "Ctrl C+ Ctrl V"?
    Onde está a moda brasileira, onde estão nossos estilistas?
    Na Schutz, pelo menos, é tudo schutzpado. [sorry, não resisti]

    Enfim, é por essas e outras que não compro mais bolsas de marcas nacionais. Já que é para comprar, vamos procurar algo original.


    P.S. de 20 de maio de 14
    Não são só as bolsas que estão sendo descaradamente copiadas. Vários blogs têm notado o mesmo sobre sapatos da Schutz, como o Coisa que Amamos, que fez até o "infográfico" abaixo (leia o original aqui):


    É muita clonagem, não é?  :(

    P.S.II: 
    E este link é para o site da Titia Shame, onde o assunto é exatamente esse da "kibagem" de modelos pela Schutz. Mas o melhor está nos comentários, alguns hilários. Não percam! 

    terça-feira, 15 de abril de 2014

    Publicidade anoréxica

    Após o projeto "Cidade Limpa", que proibiu outdoors em SP, realmente a cidade ficou muito mais agradável visualmente.
    Nos últimos meses, no entanto, vêm sendo instalados relógios/termômetros das ruas e cada um deles é um painel luminoso com propagandas. Foi um jeito de burlar a lei oferecendo o "serviço de tempo e hora" para os cidadãos, custeados pelos anunciantes. #preferiaantes

    Fato é que você está no trânsito e sempre acaba olhando as horas e as propagandas. Dia destes fiquei chocada com uma imagem de uma moça esquelética anunciando hidratante. Quer dizer, só descobri que era hidratante depois de ver o anúncio duas ou três vezes. A impressão primeira era que seria alguma campanha alertando contra a anorexia. Mas não:


    Gente, o que faz uma empresa desse porte escolher uma modelo que é só pele e ossos para estrelar sua publicidade? Essa imagem me dá arrepios!

    Até quando o corpo ideal será retratado como um corpo esquelético? É isso que se pretende que as meninas considerem como modelo de beleza? Não dá para ver o mal que estão fazendo a esta geração nova que JAMAIS irá se equiparar ao que está sendo mostrado como bonito?

    Shame on you, Unilever. Shame on you.
    #decepção

    sexta-feira, 11 de abril de 2014

    Politicamente correto

    Como está difícil uma comunicação despretensiosa nesse mundo do politicamente correto. Exemplifico com dois artigos do site Petiscos que li ontem:

    Pega mal: polêmica devido ao uso de um cocar por uma modelo.

    Se toca!: polêmica com a campanha da Veet depilatórios.


    Neste caso o problema foi a legenda que ela colocou na foto, algo como "Maravilhoso adorno de cabeça de Nativo Americano".
    Por conta disso alguns se sentiram ofendidos e escreveram que ela estava se apropriando de uma cultura que ela não entendia.
    Oi??? Gente, ela posou com um colar lindo, chamou-o de maravilhoso: onde está o desrespeito?
    Ela não falou mal da peça, não zombou dos índios norte-americanos ou qualquer outra coisa absurda que realmente fosse ofensiva. O que ocorre hoje em dia?



    A segunda notícia foi a da foto acima, ref. a um comercial de cera e produtos depilatórios.
    Não vi o vídeo, que foi tirado do ar devido aos protestos, porém a descrição no site foi esta:
    "Quando o namorado vai fazer um carinho na perna da gatinha na cama e sente uns pelinhos, ela imediatamente se transforma em um homem barbudo e (ha!) gordo."

    A intenção da propaganda foi somente a de fazer uma piada. E a foto está mesmo engraçadíssima.
    Porém, isso foi entendido como um desrespeito às mulheres, como se o comercial estivesse dizendo que não podemos ter nenhum pelinho nas pernas por causa do homem que está conosco, tirando nossa liberdade de escolher como queremos estar.

    Olha, é um comercial de uma marca de depilatórios. Eles têm que falar de eliminação de pelos, é o que faz seu produto. Mas, pelo jeito, nesse segmento vamos continuar a ver lenços sendo jogados sobre pernas maravilhosamente lisas. Isso pode. Já um pouco de jocosidade, deus nos livre!

    Só posso concluir que o excesso de uso do politicamente correto 
    é chato e totalmente isento de bom humor.
    #mejulguem ;)

    quinta-feira, 10 de abril de 2014

    Consumo inconsciente?

    Ontem entrei na Swarovski do Shopping Higienópolis só para acompanhar minha mãe, que estava à procura de um anel, e fiquei passando pelas vitrines olhando as peças.
    De repente me vejo encantada com um bracelete tigrado, em tons de preto, prata e cobre, ansiosa por experimentá-lo.
    Resumindo: minha mãe não comprou nada; eu voltei para casa com o bracelete.

    Hoje abri o site Chic e na lateral da página de rosto está uma propaganda da Swarovski justamente com a foto dele.


    Isso me fez pensar: como usuária de internet 24/7, quantas vezes essa imagem deve ter aparecido na tela e me impressionado subliminarmente?

    Enfim, teorias da conspiração à parte, o fato é que fiquei satisfeita com a compra, ele é realmente muito lindo. O detalhe que não aparece na foto da publicidade é a forma de fechamento: por botões de pressão.

    Os ilhoses também são em cristais.


    Preferiria outro tipo de fechamento, mais delicado. No entanto, usei-o ontem mesmo com uma camiseta estampada de camuflagem: combinou e ficou super bem!

    A base é de um tecido macio visualmente igual a couro. O preço foi R$309.
    Eles têm também outras pulseiras desse estilo pavê, porém monocromáticas, mais finas, de duas voltas -- as vendedoras estavam usando várias ao mesmo tempo, fica bonito.

    E então, também está pensando em (ou sendo conduzida à) se jogar nos cristais?

    quarta-feira, 9 de abril de 2014

    Livro: O Poder do Hábito

    Blogueira convidada: Marise Toschi


    Por que fazemos sempre as mesmas coisas, do mesmo jeito?
    Por que somos tão terrivelmente repetitivos?

    O livro "O Poder do Hábito" deixa claro que mudar não é fácil, embora seja possível quando tomamos consciência de como os hábitos funcionam.


    Que fique claro: este não é um livro de autoajuda.

    Bem embasado, ele é voltado especialmente para o mundo corporativo (os hábitos que modificam empresas, o uso que elas fazem de comportamentos padrões de consumo para poder prever e nos incentivar a comprar mais...) mas não se limita a isso.

    É agradável e interessa mesmo aqueles que, como eu, não vivem a realidade das grandes firmas.
    Charles Duhigg usou casos concretos e pesquisas -- não deixe de ler uma, muito interessante, sobre a força de vontade -- para trazer o tema para o nosso cotidiano.

    Ao final do livro fiquei com a sensação, meio incômoda é verdade, de ser uma peça em uma engrenagem maior. O que não deixa de ser uma tomada de consciência.
    Gostei.

    terça-feira, 8 de abril de 2014

    Texto: Viva diferente hoje

    Blogueira convidada: Marise Toschi


    "E foram felizes para sempre..."

    Depois de lutas, traições, toda a sorte de atribulações e encantamentos, finalmente chega o grande dia: o príncipe salva a princesa, todos celebram e a felicidade é completa!


    Curiosamente, histórias infantis deixam marcas. Em algum lugar da mente há o anseio pelo momento a partir do qual tudo será perenemente perfeito. Enquanto ele não chega, vamos vivendo em compasso de espera, como em um ensaio que antecede "o grande evento", seja ele formatura, casamento, aposentadoria...

    Quanta ilusão! Esquecemos do Agora e de agir de forma a tornar o cotidiano bem mais interessante. E é tão simples que merece ser lembrado!

    1- INOVE!
    Não traz felicidade viver o mesmo dia 365 vezes por ano. A repetição infindável e a rotina deixam a vida sem brilho e nosso comportamento se torna mecânico.

    Pode ser salvador permitir-se uma atitude diferente por dia.
    Sabe aquela vontade súbita de desenhar uma mandala, arrumar um guarda-roupa, sair para ver um filme? Aquela que é descartada 15 segundos depois de ter surgido? Pois bem, a brincadeira agora é ir em frente e FAZER. E por que não? O "grande dia perfeito" pode demorar e então é melhor viver já cada prazer, cada oportunidade criativa.


    2- MUDE O OLHAR!
    Ao invés de selecionar a lista de mazelas para dividir com os amigos, vamos lembrar de tudo que há de bom. Essa atitude, aparentemente banal, exige reavaliar os acontecimentos da vida, priorizando o que está bem. Trata-se de uma mudança na programação de reclamar e se lastimar.

    Existe uma página no Facebook #umagradecimentopordia que propõe isso: expressar seu reconhecimento. Uma amiga entrou no jogo e declarou que o simples fato de selecionar algo bom e agradecer lhe proporciona um grande sentimento de felicidade. Outra declara para si mesma assim que acorda: "A vida é bela. Eu sou feliz. Eu ano a vida". Achei lindo.

    Atitudes simples, resultados reais, pessoas que escolhem a possibilidade de viver a vida plenamente. Sem castelos, nem desejo de um dia viver "finais felizes", mas com a decisão de apreciar cada momento possível.

    domingo, 6 de abril de 2014

    Cabelo colorido: azul

    Como está todo mundo curioso, vou postar a foto que consegui tirar ontem à noite, depois de muitas horas de ter feito o cabelo, a.k.a. não vai estar muito bom:

     Descabelada nível 1000.

    Gente, eu JURO que ao vivo está muito melhor!
    Quando bem penteado, fica com as mechas mais definidas (acho que vou ter que substituir essa foto, rsrs).

    Esse processo é novo, é uma tinta que só pode ser aplicada por profissionais e que sai em 4 lavagens.
    Bem legal para quem está com medo de mudar: se não gostar é só lavar bastante que some tudo.

    A aplicação é super diferente: depois do cabelo lavado, seco e escovado, a tinta é aplicada nos locais de escolha (escolhi mechas, uma moça antes de mim fez a franja inteirinha chapada de azul). Em seguida é só deixar secar bem e reescovar onde foi tingido.

    A tinta é esta, aplicada com esse cartão em L que está sobre a bancada.

    Eu achei muito pouquinhas as mechas, queria mais. Mas está ótimo para brincar. É um começo. :)
    Cores disponíveis: verde, rosa, vermelho, cobre, bronze, azul.
    Mais alguém tem coragem??

    sexta-feira, 4 de abril de 2014

    Mudanças

    Vocês também têm dias em que a vontade de fazer algo diferente pega muito forte?

    Ando assim... Não sei porque, às vezes acho que tudo que eu não fiz quando adolescente [fui uma adolescente controlada pelos pais, quieta, obediente, comportada] está querendo sair agora.  :)

    As transgressões não são muitas, nem são tão grandes assim -- são importantes somente para mim mesma.
    A primeira, já faz 5 meses, foi uma tatuagem no pulso, com as letras iniciais dos nomes do meu marido e filhos.

    É super discreta, e eu a amo.
    Mas já recebi um olhar torto de uma médica por conta dela! Hahahaaa

    Ontem vi uma moça com um cabelo laranja, super diferente. Achei o máximo! Era parecido com este aqui, que encontrei na internet:


    Isso acendeu uma vontade LOUCA de pintar meu cabelo de verde ou azul. Sim, sou dessas que vê as coisas e cogita em querer o mesmo para si.
    Fui para o cabeleireiro hoje e a tinta especial para isso não estava disponível no Salão. Então, resolvi pedir para cortar um palmo do meu cabelo e o resultado foi este:

     [Eu também não photoshopo minhas fotos:
    estou como a Lorde, mostrando as imperfeições, hihi].

    Adorei o resultado! Super curtinho atrás, praticamente batido na nuca, e com bastante comprimento na frente.

    E me aguardem: sábado vou fazer mechas azuis. :))))
    E vocês, o que estão fazendo de diferente?

    quinta-feira, 3 de abril de 2014

    Texto: Dúvida

    Blogueira convidada: Marise Toschi


    Mais um dia em uma multidão de dias, todos iguais.
    Há tempos, eu tive um sonho, mas acabei esquecendo dele. O que era mesmo que eu desejava fazer?
    As conversas, os conselhos, as rotinas me moldaram e fui ficando parecido. Parecido com meu pai, com meus irmãos, com os amigos deles... Levanto cedo e trabalho, me canso durante o dia e me distraio bebendo à noite. E claro, há as mulheres...
    É uma vida comum, uma vida qualquer, mas que mal há nisso?

    E no entanto, às vezes, quando não estou fazendo nada, uma vozinha cochicha na minha cabeça coisas que não quero ouvir ou não posso entender.
    Fala do outro que eu poderia ter sido. Um outro que teria deixado a vila e ido para a cidade. Teria estudado. Teria visitados lugares novos no mundo. Teria amado e corrido riscos. Teria seguido um caminho só seu, único, diferente e feito seu próprio nome.
    E essa voz vai falando, bem baixinho e eu vou ficando triste. A bebida vai ficando mais amarga e eu, mais só. Então, com desânimo, me pergunto uma vez mais:
    _  Qual era mesmo o meu sonho?

    quarta-feira, 2 de abril de 2014

    Capas de revistas e Discriminação


    Vocês têm reparado como inúmeros veículos de comunicação estão focando em artigos contra a discriminação de pessoas por suas características físicas?

    Acho super válido, parece o caminho certo a se tomar. Acredito que algo assim ocorreu antes de, por exemplo, a sociedade aceitar os casamentos homossexuais. Ou seja, se malharmos bastante mesmo que à ferro frio, depois de muito tempo se consegue um resultado. Demora, mas vem.

    A ditadura que diz que somente quem é magra e jovem é bonita precisa ser mudada. Mas veja como isso é complexo: nós mesmas, as consumidoras, não aceitamos capas de revista se não houver uma modelo bem linda e bem magra estampada.

    Este tweet da @costanzafina diz tudo. [26/03/14]


    Em 2007 ouvi o mesmo da Lenita Assef [diretora geral da Elle por dez anos, até março/2013], que ligou para minha casa devido a uma crítica que eu havia escrito à revista. Conversamos bastante e eu, como boa leiga no processo editorial, perguntei por que não se colocavam pessoas "normais" nas capas e reportagens da revista. Argumentei que ver as roupas em modelos criava uma imagem muito diferente da realidade das mulheres, era difícil se ver naqueles looks. E ela contou que já haviam tentado, mas não dava certo. Que a própria consumidora rejeitava a apresentação das peças em mulheres de padrão diferente de modelos.

    Demorei um pouco para comprar essa ideia, porém no final concordei com ela. 
    Naquela época com 48 kg, eu queria ver na revista uma mulher mignon e magra dentro das roupas. Alguém alta e/ou com mais peso gostaria igualmente de se ver retratada, e assim por diante. Parei para olhar as pessoas na rua e fiquei espantada de como somos diversificados!

    {faça esse teste, vá à janela e veja como os físicos são diferentes! Além dos óbvios extremos alta/baixa e magra/gorda, temos corpos em formato de maçã, de pera, retangulares, com muito ombro ou muito quadril, com e sem cintura, muito ou pouco busto, tornozelos finos, largos, etc., etc., etc.} 

    Como não daria nunca para agradar a todas, então fixou-se um "modelo" de corpo para revistas, que é justamente o das manequins altas e magras, que fotografam bem e que vestem com facilidade qualquer formato de roupa.
    Sinceramente? Entendi perfeitamente a inviabilidade de se colocar pessoas "normais" nas capas.


    Por outro lado, esse padrão definido pela mídia é uma irrealidade para a grandíssima maioria das mulheres. Logo, como podemos nos comparar a ele? Como podemos descartar quem está fora dele? Conclusão óbvia, mas que é tão difícil de enxergar no dia a dia: devemos nos aceitar como somos, não almejando um corpo como os que aparecem nas mídias. E, por conseguinte, não deveríamos julgar tanto as pessoas pela aparência.

    Acredito que essa campanha pela aceitação do outro vai surtir efeitos positivos.  
    A parte que vai ser mais divertida disso é poder sair de casa vestindo o que você tiver vontade, independente de estar na moda ou de ser o "esperado" para sua idade. 
    Vou adorar!

    terça-feira, 1 de abril de 2014

    Photoshop: sim ou não?

    Ontem saíram duas notícias relacionadas a tratamento de imagem e as duas me impactaram.
    A primeira foi ref. a coleção 2014 de Jimmy Choo, onde a atriz Nicole Kidman aparece irreconhecível de tanto photoshop (original aqui).

    Quem é essa menina???

    Nicole Kidman, atualmente com 46 anos, aparece na campanha com rosto de mocinha e pernas e corpo fortemente photoshopados.
    Precisava?

    A outra notícia é o oposto da primeira: a cantora neozelandesa Lorde colocou em seu Twitter uma montagem: seu rosto retocado por uma publicação internacional acima de uma foto sem retoque algum, onde aparecem marcas de acne.

    Ela, voluntariamente, nos mostrou que é gente como a gente, não é perfeita
     -- que não precisa ser perfeita!!! -- e isso só a aproxima do resto do mundo.


    Me espantei com a falta de noção da primeira campanha e achei incrível Lorde ter se exposto assim.
    Os meios de comunicação precisam modificar a forma de pensar suas imagens. Um rosto liso, fresco, e cabelos longos, bem cuidados, chama a atenção e faz vender o produto.
    Ok.
    Então escolham uma modelo no frescor de seus 16 anos se é isso que querem que seja mostrado.
    Se escolherem uma atriz renomada que está nos seus entas, ela tem que estar reconhecível, tem que mostrar a idade, o rosto real que a deixou famosa.
    Qual a ideia atrás de transformá-la em uma pessoa irreal e moça? Que não devemos envelhecer? Que não ser mais jovem é feio? Que só temos valor enquanto apresentamos um rosto liso e um corpo esquelético?

    Lorde, parabéns! Virei #fã de sua atitude.
    Nicole Kidman, que pena: fica para uma próxima vez vê-la em uma campanha, pois estas fotos definitivamente não a representam e ainda prestam um desserviço às mulheres.

    #Por um mundo mais REAL e menos plastificado!