sexta-feira, 30 de maio de 2014

Site Chic e a idade

Costumava achar a Gloria Kalil inteligente e sensata. Já faz algum tempo que não tenho mais identificação com o seu site, o Chic: leio algum texto dele e logo me vejo discordando do que foi dito.
A última foi ref. este post: Não perca a linha, falando do envelhecimento.

Resumindo: como rugas e marcas de idade na pele são inevitáveis, só a manutenção da silhueta (aka magreza) torna a velhice apresentável.
"A pessoa não pode deixar de ter rugas, mas pode manter uma figura leve e jovem, se não perder a linha" (sic).

Foto do site Chic: Sophia Loren (82), Jane Fonda (76) e Catherine Deneuve (71)

Extrato do texto: 
"Catherine Deneuve, 71, a mais moça de todas, parece mais velha e pesadona porque perdeu a cintura, ganhou um estômago, e ficou com a silhueta sem forma."


a) Concordo com a Gloria Kalil que um corpo magro mostra menos os sinais de idade.
b) Discordo que seja isso que devamos almejar.

Envelhecer já vem carregado de uma série de dificuldades: metabolismo mais lento, dores, visão piorada.
Será que até aos 70-80 anos vamos ter que ouvir a patrulha para um corpo magro e "corretamente" curvilíneo? Gente, uma mulher de 70 anos já viveu tanto, já produziu tanto, será que não merece alforria dos padrões estéticos vigentes, que são aleatórios e impostos de fora para dentro?

Passamos a vida jovem inteira tentando de todas as formas nos encaixar no padrão magreza - pele bem cuidada - cabelo e unhas feitos. Até quando querem que nos submetamos a isso?

Acho lindo as mulheres que assumem seus cabelos brancos quando eles aparecem. Achava linda minha avó com seu sobrepeso e seu abraço macio. Eu quero ser uma enta feliz, não uma que viva neurótica contando calorias e só falando de suplementos alimentares e ginástica.

Parabéns para quem consegue se manter em exercício e fazendo dieta pela vida afora. Pode ser ótimo, mas não é o que eu quero para mim. E não gostei do tom em que o artigo base foi escrito.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Torcida verde e amarela

Já tem semanas que as lojas de moda fazem propagandas baseadas nas cores da nossa bandeira, alegando uma torcida pela Copa do Mundo.
Estou achando isso tão chato... As peças são lindas individualmente e ficam caricatas quando reduzidas a meras cores visando um propósito.
Vejam o exemplo abaixo:

E-mail recebido da Mob sob o título "Torcida Fashion"

É praticamente como se decretassem que usar qualquer roupa verde ou qualquer peça amarela já é um endosso à Copa e significa torcida uniformizada.

A forma como estão vendendo essa imagem de "torcida" pelo uso de somente uma das cores está me causando incômodo. Eu quero continuar a usar minhas peças verdes sem que elas tenham qualquer significado além de roupas bonitas que gosto de usar.

E olhem só, até blusas de couro "nas cores da bandeira do Brasil, criada pela marca Clé" estão sendo feitas especialmente para venda na Mares.
Já pensou comprar algo caro que em dois meses vai ficar datado? Não tem cabimento essa identificação de cor com futebol, não é verdade?

Segundo a notícia, são "peças para torcer com estilo na Copa". 
[Gente, tem cor mostarda na nossa bandeira?]  ;)

Nada contra futebol mas também nada a favor. Marcas e estilistas, please: vamos deixar a moda de fora dessa disputa?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Texto: Sempre sobre o tempo

Blogueira convidada: Marise Toschi



De relance, em um espelho, vi uma mulher de vestido colorido e longos cabelos presos em uma trança que descia pelas costas. Sandálias sem alto mas andar elegante. Sobretudo um ar sereno de quem tem vida interior. 
À mesa com umas tantas outras pessoas, mantinha-se tranquila diante de conversas massacrantes: aprendera a preservar sua alma diante de cantos de dor.
 
Estar assim levou algum tempo. Conquistas de quem aprendeu a eliminar, a desconstruir condicionamentos há muito estipulados. 

Hoje, posso ver o reflexo da mulher madura no espelho e sorrir para ela, perceber sua beleza particular e seu caminho singular através da sua própria estrada. E gostar dela, de suas escolhas além de qualquer comparação.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Amigas

Ando triste, sem ânimo, desencantada da vida. Demorou um pouco mas percebi que tudo isso é porque uma amiga querida -- querida, não: queridíssima! -- está mudando para Miami este final de mês.

Como é duro perder o contato semanal com alguém com quem você tem uma identificação muito grande, não é? E nós temos tudo parecido: filhos quase das mesmas idades e que estudaram juntos, mães com exatamente as mesmas dificuldades de convivência, maridos workaholics, questionamentos sobre carreira... e por aí vai.

Amizades verdadeiras são raras, difíceis de conseguir e, neste SP maluco de trânsito impossível, complicadas de se manter. E quanto mais velho você fica, mais difícil surgirem essas amizades mágicas, que vêm da vivência e do enfrentamento dos mesmos conflitos nas mesmas horas.


Não posso me queixar muito, pois tenho uma irmã-amiga: extrapolando em muito os laços de família, temos uma amizade sincera e real.

E também tenho uma amiga-irmã: aquela amiga da adolescência com quem vivemos parte da vida e que, mesmo não vendo quase nunca, ao nos reencontrarmos surge aquela intimidade e aquela camaradagem igualzinha a como se continuássemos a nos ver na escola todos os dias. 

Mas minha amiga-amiga está indo embora, e eu estou sofrendo por isso...

Marcia, torço por você e espero que sua estada em Miami seja feliz e produtiva. Claro que irei visitá-la, conte com isso. Mas saiba que vou sentir imensa falta dos nossos cafés da manhã e nossas tardes de passeio e conversas infindáveis, onde o melhor e o pior de nós mesmas podia ser dito e sempre seria acolhido com um abraço. Boa viagem, Amiga!!!



#Conselho
Se você tem uma boa amiga, não descuide nunca desse laço. Amigas são tudo de bom, são um alicerce fora da família, são a última fronteira entre você e esse mundão aí de fora. Eu amo as minhas!!!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Texto: MAGIA, MAGIA, MAGIA...

Blogueira convidada: Marise Toschi


Ela chegou em casa depois de um longo dia de trabalho. Pendurou o casaco, trocou de sapato, sentou. Olhou para as paredes da sala precisando de pintura, para o sofá já não tão novo e calculou mentalmente quanto tempo ainda gastaria para fazer tudo que deveria ser feito antes de poder finalmente ler, ver um filme, esticar as pernas. Pensou na comida e nas crianças, nas plantas e no cachorro, no telefonema para a mãe e para a amiga, nas camisas do marido... Pensou que estava precisando se cuidar, fazer ginástica, emagrecer, perfumar os armários...

Então, de repente percebeu que na sua lista não havia nada seu. Não havia lugar para dançar, para tocar, para pintar. Não havia tempo para rir, para cantar. E percebeu que na sua vida programada de rotina havia se esquecido de incluir a magia...

Sentou de pernas esticadas no tapete da sala e deixou a memória fazer seu papel. Primeiro devagar, depois aceleradamente imagens foram voltando: a visão perfeita da lateral de Notre Dame de Paris, o professor parando a aula para dizer que a achava linda, as flores deixadas anonimamente na portaria, as risadas insanas com as amigas, o bolo de aniversário surpresa, os presentes que não esperava. Foram tantos. Tantas vezes a vida simplesmente lhe abrira as portas e convidara a passar...



Quem disse que agora tinha que ser diferente? Por que se tornara tão responsável a ponto de não perceber a presença do imprevisível que se esconde nas dobras de cada dia, como uma possibilidade?

Será que crescer, se tornar adulta é abandonar o sonho, o olhar risonho diante do que nos aguarda?
"Se for assim, muito obrigada --, Prefiro mudar de rumo."

Ouviu a voz dos filhos chegando da escola. Não se levantou do chão. Sorrindo declarou que fariam piquenique na própria sala. Risos e vivas, seguidos de agitação e confusão de crianças reunindo guloseimas. Espanto do marido, alegria dos bichos. Música.

Em meio ao alegre e diferente ficou um alerta interno e um pedido ao universo: que eu me lembre sempre que a Vida pode ser Mais, muito mais Especial...

terça-feira, 20 de maio de 2014

Séries = meu vício

Sou completamente viciada em séries. Assisto muito mais do que filmes, por serem mais rápidas, pelo começo-meio-e-fim se darem em cerca de 45 minutos. A série é o twitter do mundo dos vídeos.  ;)

Desde os 12 anos sou uma fanática pelos livros de Sherlock Holmes escritos por Sir Arthur Conan Doyle. Estou lendo a coleção inteira pela quarta ou quinta vez (me perdi na contagem...).

Quando surgiram séries e filmes focados em Sherlock Holmes inicialmente eu fiquei na defensiva: nada poderia ser tão espetacular quanto as histórias já escritas e a imagem que eu fazia do personagem em minha mente.
Mas depois venci o preconceito e acabei gostando muito das três adaptações. Recomendo.



Agora descobri o fascinante mundo do Doctor Who. Comecei a assistir desde o primeiro capítulo pelo Netflix e em pouquíssimo tempo estou na terceira temporada, ep. 08. E adorando.
Ok, só para situar, gosto de Star Trek primeira edição e The Big Band Theory. Se você não gostar do gênero e não souber dar o desconto poético para as situações impossíveis, nem tente assistir.

Por enquanto só conheci dois Doctors, mas o personagem é tão cativante, os atores idem, que é difícil deixá-los ir embora...

 Doctor da primeira temporada

Doctor da segunda e terceira (até onde cheguei)


Muitas vezes me julgo e digo que deveria estar lendo um livro ao invés de vendo séries. Por outro lado, não assisto tv nem novela. E a série é um divertimento escolhido à dedo, sem propagandas, passível de ser assistido na hora que for mais conveniente para você, sem a ditadura dos horários fixos.

Pensando bem, aos 50' já posso fazer o que me der vontade. Sendo assim, episódio 09, aqui vou eu!!!


P.S. em 30 de maio de 2014
Terminei de assistir as sete temporadas do Doctor Who. AMEI. Está prevista a oitava temporada para este ano, a partir de agosto. Que bom!
Estas sete temporadas são recentes, de 2005 para cá. Mas Doctor Who iniciou em 1963 e até 1996 houve oito Doctors. Os episódios antigos ainda não assisti, podem ser baixados aqui. O que está-se chamando atualmente de "primeira temporada" é, na verdade, a continuação da saga, a partir do nono Doctor, terminando a sétima temporada com o décimo primeiro Doctor.
Ok, complicado à primeira vista, mas fantástico mergulhar nesse universo. #apaixonada!!!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

PS13 "inspired" na Gregory

Antes de iniciar este texto e colocar a mão no vespeiro que é a discussão sobre "inspireds", li várias blogueiras falando sobre isso e acho que o resultado final é: não tem mais jeito. A indústria nacional já se apossou da ideia de que pode copiar de tudo e de que é isso que a cliente quer.


O dono da Schutz disse em entrevista (link) que pretende ser como a Zara, uma fast-fashion capaz de levar artigos do esboço às lojas em semanas.
“Não é cópia, é uma adaptação, uma tradução para o mercado brasileiro”, afirma. “Não fazemos transposições literais; pegamos a informação e colocamos do nosso jeito nas peças, agregando outros valores.”
Olha, vamos 'acreditar' para não perder a amizade, ok? ;)


E como bem disse a Cony do blog Futilish (aqui),  
"É bom se acostumar, afinal se pararmos de comprar sapatos que são “tipo aquele” modelo grifado, vamos andar descalças."

Então, é sob esse clima que coloco aqui a foto de uma bolsa do catálogo Gregory de alto inverno 2014 que é... uma "inspired" da Proenza Schouler PS13:


 E aqui a original, que comprei na França ano passado:

Me espanta que até uma bolsa que se caracteriza pelo low profile esteja agora sendo copiada. 
Me dá um desânimo do mundo e dos seus estilistas... Será que ninguém mais tem uma ideia diferente que preste???

No mesmo catálogo tem outra bolsa, "inspired" na Bulgari. Olha, tá difícil...

domingo, 18 de maio de 2014

Gelo em SP - acredita?!?

Domingo, 18/05/14, 17h00. Acaba de cair a maior chuva de granizo que já vi. O resultado: telhados pontilhados de branco do gelo acumulado, praça com o chão coberto, parabólicas parecendo vasilhas cheias de gelo.




Esta foto da palmeira tropical convivendo com o gelo no chão mostra bem a incongruência do evento que acaba de ocorrer.
Incrível...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Texto: Ser ou não ser...

Blogueira convidada: Marise Toschi


Dia de chuva e de frio em Londres.
Encolhida em casa, pensava no que fazer da vida.

Havia perdido seu emprego, um emprego que odiava, mas que ainda assim garantia sua moradia e seus chocolates suíços, imprescindíveis para ela tanto quanto eram cigarros para outros.
O gato passou balançando o rabo, indiferente.
O que dizer para seu pai... que teria que voltar para casa de novo... que tinha 26 anos e nenhuma competência especial e por isso não conseguia parar nos empregos...

Não. Na verdade, ela não podia mais continuar tentando. Era uma secretária medíocre e desorganizada. Detestava vigiar a agenda dos outros, atender telefone com voz comercial e vestir terninhos. Queria usar jeans e camisetas manchadas pelas tintas dos quadros que adorava pintar.

“Artistas não ganham dinheiro.”
A frase ressoou em sua cabeça como um mantra assustador.
“Gente frustrada fica doente.” – respondeu para si mesma, desafiadoramente.

Então, tomou duas decisões: nunca mais trabalhar em um escritório e ir ao British Museum, encontrar inspiração para seus novos quadros. Naquele momento, começava uma nova vida.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Costanza&Marilu

Vocês estão acompanhando os vídeos que estão sendo postados no Youtube com as incríveis Costanza Pascolato e Marilu Beer?
Não??? Cliquem aqui para ver os que já foram lançados.



O release explica tudo sobre o projeto e pode ser visto em sua íntegra no Consuelo Blog, aqui.
Abaixo somente uma pincelada:

"Costanza&Marilu mostra as amigas Costanza Pascolato, a papisa da moda no Brasil, e Marilu Beer, artista plástica, em bate-papos descontraídos, divertidos e absolutamente surpreendentes.
Costanza, italiana, e Marilu, argentina, são amigas desde que chegaram ao Brasil, há 50 anos, e viveram muitas histórias juntas. Estas histórias, além de conversas sobre os mais variados assuntos, são a espinha-dorsal de Costanza&Marilu
Os episódios terão temas determinados por uma letra, seguindo a ordem alfabética: A, para Agora, B, de Brasil, e assim por diante. 
A cada programa as amigas – ambas com 74 anos – evoluem no tema, num tom que só a intimidade da longa convivência proporciona,  sempre num sofá diferente – selecionados por Marilu e que vão desde uma peça antiga de R$ 70 mil ao sofá de seu neto. 
Com previsão inicial de 23 episódios para a TV, Costanza&Marilu chega primeiro ao público virtual através de um canal exclusivo no YouTube em 70 mini-episódios de 5 a 8 minutos."


Estou adorando os vídeos! Elas são engraçadas, modernas, icônicas, têm opiniões fenomenais.
O vídeo de hoje (08/mai) foi D de Dinheiro e, perguntada sobre alguma loucura comprada, Costanza diz: "Comprei um sapato que sabia que jamais poderia usar, só para ficar olhando. É uma questão de valores."


Concordo tanto!!!! Ou seja, cada um sabe o que é importante para si.
Sou totalmente incompreendida na minha família (rs) por conta das peças de moda que adquiro. Todo mundo acha loucura gastar tanto em um sapato Valentino ou em uma bolsa Lady Dior, mas eu sei o prazer que eles me dão só de tê-los por perto para admirar... E no caso específico desses dois itens, o caso é mais para olhar mesmo: são dificílimos de usar no dia a dia.

Nos últimos tempos a Dior está em cima da minha escrivaninha, enfeitando, como decoração e para eu me lembrar que não preciso de mais nada, que qualquer ideia de exclusividade e qualidade já está suprida.

Mas a gente sempre consegue se encantar por algo mais, não é? Já sei que vou ganhar de Dia das Mães a clutch de maçãs e fecho de táxi amarelo da Kate Spade.
E ela irá, igualmente, ornamentar minha escrivaninha. <3

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Livro: O Apanhador no Campo de Centeio

Este livro de J.D. Salinger é famoso e muito bem cotado, alcançando sua popularidade máxima principalmente junto os adolescentes. Nunca havia lido e incluí-lo na lista de leituras pensando que minha cultura geral precisava conhecer também esse autor.


Bem... Minha opinião é que o livro sofre com a data de validade do leitor. Realmente acredito que jovens gostarão muito dele. Porém, para mim a leitura foi arrastada, durou semanas e semanas, o livro ficou mais abandonado do que em minhas mãos. Terminei de ler, mas foi com esforço.

As dúvidas, os dramas adolescentes e de colégio, o pensamento repetitivo e cheio de incongruências não me cativou. Para falar a verdade, me entediou e não via a hora de terminá-lo.

Por outro lado, meu filho de 20 e poucos anos ainda se refere a ele como um clássico. Logo, deve ser mesmo o que falei a princípio: passei da data de validade para apreciar essa obra.   :)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Promoção Itaú e Scarf Me

O Itaú Personnalité está fazendo um campanha marketing na qual uma compra de no mínimo R$500 no cartão de crédito Personnalité lhe dá acesso a um presente exclusivo, desenvolvido junto à Scarf Me:


Eu adoro lenços -- uso pouco, mas adoro a textura e as cores -- e imediatamente me atentei às datas da promoção e das trocas.
Fui à agência escolhida no primeiro dia de trocas, crente que o presente seria maravilhoso e que deveria buscá-lo logo, antes que acabasse.

O lenço vem embalado naquela linda embalagem padrão Scarf Me e dentro vem também um tutorial de como amarrá-lo à cabeça formando uma flor lateral.


Porém... achei-o muito pequeno (60x60cm), 100% poliéster, e ligeiramente torto -- não é um quadrado perfeito, o meu está é um bom losango...

A ideia foi super simpática, talvez eu esteja muito exigente.
Mas fica minha opinião, queridas entas: não gastem pensando nesta 'recompensa' do Itaú pois, no final, não vale tanto a pena.
Agora, se gastaram, vão trocar sim! Um lenço é sempre um curinga no guarda-roupa. Até dia 22/05, viu?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Baile Gala do MET 2014

Como sempre a cobertura do Baile foi grande e vários sites mostraram os looks, alguns em tempo real.
O que me espanta nesses bailes do MET é que os convidados não se prendem ao dress code definido e amplamente divulgado e vão como querem. Tinha desde modelos corretíssimos para a ocasião quanto peças que fariam melhor em baile funk.

Mas o foco aqui não é esse. Queria comentar o vestido MARAVILHOSO da Karolina Kurkova, uma supermodelo tcheca (descobri isso hoje), em uma obra Marchesa:

 Forma impecável!

E olha só essa aplicação sobre a estampa de flor

Que vestido divino, perfeito para a ocasião e um verdadeiro sonho. O tema do MET deste ano foi o estilista Charles James - que eu também não conhecia, sorry! - e que trabalhava seus vestidos nos volumes, pregueados e cortes arquitetônicos.

O que nos leva à vida real: como usar um vestido desses? Com esse volume?
Olhem só ela saindo do carro e vejam o cuidado também no forro do vestido, em camadas e mais camadas lindamente pretas.

Continuo achando-o impraticável, mas que ele foi o mais belo da noite, na minha opinião foi.



E agora com vocês... Pitadas de horror:
 
Entenderam porque eu reclamei do dress code não ser seguido? 
 \ö/  Corram para as montanhas!!!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Texto: Curiosamente...

Blogueira convidada: Marise Toschi


Em algum lugar da mente está impresso que as coisas têm hora e lugar para acontecer. Geralmente é assim. Mas nem sempre.


Eu não aprendi a andar de bicicleta quando criança. Meu pai tinha um feroz instinto de proteção e achava que o simples fato de saber pedalar me tornaria a candidata preferencial a um atropelamento.
Não adiantava argumentar. Era não e ponto.

Minha irmã teve mais sorte. Aprendeu a pedalar no quintal da casa de uma amiga. Como isso não se esquece, ela faz parte da grande quantidade de seres que sabem se equilibrar sobre duas rodas.

Eu já dava aulas na Aliança Francesa quando fui me dando conta que havia outros como eu. Quando eu comentava em sala de aula que não sabia "faire du vélo" havia sempre uma pequena comoção, seguida de risos e comentários. Fazia parte do meu show, mas através dele fui descobrindo outros não-ciclistas tímidos que iam se mostrando aos poucos.

Mas quem disse que era um caso perdido? Anos mais tarde, aproveitei o "Dia das Mães" para escolher um presente incomum: uma bicicleta feminina, lilás, lindinha, devidamente equipada com rodinhas extras! Isso mesmo, com rodinhas.
O vendedor não podia crer e argumentou que eu não precisaria delas. Fui irredutível. Quero aprender e quero fazê-lo do meu jeito.

Hoje, curiosamente, enquanto meu marido e filho de 14 anos jogam bola, posso dar voltas e mais voltas na minha bike. Tudo na sequência de tempo "errada", de um jeito diferente. E, curiosamente, está tudo certo.
Quem disse que as coisas podem ser feitas de um só jeito?

domingo, 4 de maio de 2014

Livro: Três Amigas, Todos os Domingos

No meio de inúmeros livros já comprados e aguardando leitura, e de outros cinco títulos começados e não terminados, peguei este e li em 3 dias. Nada como um tema que nos atraia genuinamente, não é?


Gosto dessa ideia de uma amizade forte o bastante para atravessar décadas. Tenho ótimas amigas nessas condições -- pena que não nos vemos com a frequência de "todos os domingos".

Vamos ao texto
Amigas desde o colégio, nos anos 1960, as três mulheres se mantém unidas e como irmãs ao longo de quatro décadas, dividindo histórias atuais de seus 50 anos e recordações que datam desde suas adolescências, namoros, casamentos, filhos pequenos, dramas e alegrias.

Os personagens principais são negros norte-americanos, relembrando tempos em que uniões interraciais eram proibidas e punidas, e que o ódio entre brancos e negros era descarado e mortal.
As "Supremes" (as três amigas) têm personalidades fortes, são lutadoras, e ao mesmo tempo têm entre si a camaradagem e a doçura que só se mostra quando estamos entre irmãs de coração.

Além do tema legal, o livro é interessante por ser narrado em primeira pessoa por uma delas, Odette, e pelo autor onisciente quando se trata de acontecimentos e pensamentos das outras duas, Clarice e Barbara Jean.
A cada capítulo você tem de identificar quem é o narrador e em que fase na vida está, pois os relatos atuais e antigos se alternam. Para completar, dois fantasmas participam ativamente da trama.  :))

Primeiro romance de Edward Kelsey Moore, o livro fez sucesso: figurou na lista dos mais vendidos do The New York Times e foi o livro do mês da Amazon por sete meses seguidos.


Penso que todos precisamos de amigos, sempre. Mas mais ainda à medida em que envelhecemos. Saber que há alguém que lhe conhece desde sempre e que provavelmente está passando por fases parecidas com as suas é de um grande alívio. Para as amigas você não é somente "a filha", ou "a esposa" ou "a mãe". Você é uma pessoa completa, única, que elas acompanham e conhecem a fundo.
Eu amo as minhas amigas! E é por isso e por ter gostado do livro que o recomendo a todas vocês. <3

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ótimos emails marketing

Recebo email marketing da TVZ com alguma frequência, apesar de raramente comprar lá. E não é que eles conseguiram minha atenção? O motivo foram estes dois emails que me agradaram DEMAIS:


Que fofura, me apaixonei pelas corujinhas diferentes e estilosas. Essa foi a melhor propaganda de Dia das Mães que vi até agora.


O outro foi este:

 

Olha que coisa mais legal estarem focando além do padrão 20-30-40 anos e incluírem também os 50 e 60+ nas suas criações e no seu marketing. 
Porque, afinal, nada mais justo do que as lojas acordarem para a realidade de que as atuais gerações com 50 e 60+ anos são ativas, compradoras e MERECEM que a moda seja igualmente pensada nelas.  

Parabéns à loja pelas iniciativas e ideias.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Uma troca inusitada

Quando eu trabalhava no escritório da Empresa minhas lojas favoritas para comprar roupas acabavam sendo também as que tinham uma pegada mais clássica e mais profissional, como a Cori, a Gregory e a Rubinella.

Agora, trabalhando em esquema de suporte remoto, meu estilo ficou bem mais pessoal, muito mais rocker e dramático do que me permitia antes. Com isso, as lojas preferidas também mudaram...
 
Junto com a Animale -- que adoro -- as marcas com as quais mais me identifico atualmente são todas de um mesmo grupo empresarial, controlador da Le Lis Blanc, JohnJohn e Bo.Bô (além da masculina Noir).

Transito entre elas buscando o que vai mais com meu estilo, lembrando que na JohnJohn a moda é jovem, na Bo.Bô as peças são sempre caras com um diferencial de qualidade superior e na Le Lis Blanc encontra-se de tudo, desde moda praia até vestidos para uma super festa.


A troca
Uma malha comprada na JohnJohn acabou se mostrando muito parecida com outra que eu já tinha e fui trocá-la. Após experimentar várias peças sem gostar de nada, acabei provando algumas calças jeans. E, por incrível que pareça, a única que se mostrou como opção para a troca que eu precisava fazer foi esta aqui:

JAMAIS pensei em usar uma calça assim rasgada, mas realmente gostei da danada. 

Claro que tenho que manter um contraponto à irreverência da peça, não dá para sair com ela mais camiseta.
Neste caso, o blazer de veludo deu a formalidade necessária ao conjunto, além de ser mandatório o uso com um sapato de salto.

E aí, aprovada ou estou abusando da sorte?  :)